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Villasanti aponta erro recorrente do Grêmio e cobra mudança após eliminação

Volante afirmou que o time precisa parar de sofrer gols cedo e reagir apenas depois de ficar em desvantagem

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Mathías Villasanti apontou a falta de concentração nos minutos iniciais como um dos principais problemas enfrentados pelo Grêmio na temporada. Depois da derrota por 1×0 para o Bolívar e da eliminação na Copa Sul-Americana, o volante conversou com jornalistas na zona mista da Arena e cobrou uma mudança imediata de postura.

Na avaliação do paraguaio, a equipe tem entrado em campo abaixo do nível de atenção necessário, permitindo que os adversários construam vantagens antes de o Grêmio conseguir se organizar. A consequência tem sido um roteiro repetido: o time sofre o gol, aumenta a intensidade e passa a buscar uma reação em condições mais difíceis.

“A primeira coisa é entrar mais focado nos jogos e parar de tomar gols rápido. Estamos deixando para depois. Sofremos o gol e só então começamos a jogar. Precisamos entrar mais concentrados e trabalhar essa parte”, afirmou Villasanti.

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O diagnóstico foi apresentado depois de mais uma partida em que o Grêmio precisou correr atrás do placar. Asprilla marcou aos 15 minutos do primeiro tempo e ampliou a vantagem construída pelo Bolívar no confronto de ida, disputado em La Paz.

A partir daquele momento, o Tricolor passou a precisar de três gols para levar a disputa, ao menos, para as cobranças de pênaltis. A equipe aumentou a presença ofensiva, acumulou finalizações e passou longos períodos no campo do adversário, mas não conseguiu alterar o resultado.

Villasanti cobra postura diferente desde o início

O volante também foi questionado sobre a dificuldade do Grêmio para transformar o volume ofensivo em gols. Embora tenha reconhecido os problemas de conclusão, Villasanti insistiu que a equipe não pode analisar a eliminação apenas pela quantidade de oportunidades desperdiçadas.

Para o jogador, a correção precisa começar antes mesmo da criação das chances. O Grêmio necessita evitar que o adversário encontre espaços e consiga administrar o confronto depois de marcar nos primeiros minutos.

“Temos que entrar mais focados. Estamos tomando gols e depois saindo para jogar. Precisamos trabalhar para que isso não continue acontecendo”, reforçou.

Contra o Bolívar, o Grêmio criou suas melhores oportunidades principalmente durante o segundo tempo. Carlos Lampe realizou defesas importantes, enquanto Braithwaite acertou a trave nos acréscimos após aproveitar o rebote de uma cobrança de falta.

O crescimento, porém, aconteceu quando a situação já era extremamente desfavorável. Com a vantagem obtida na Bolívia e o gol marcado em Porto Alegre, o Bolívar conseguiu reduzir os riscos, fechar os espaços próximos da área e explorar as tentativas gremistas de acelerar a partida.

A fala de Villasanti também se aproxima do diagnóstico apresentado pelo técnico Luís Castro. Depois do jogo, o treinador reconheceu que os erros de passe, a insegurança e o momento emocional da equipe têm provocado oscilações durante as partidas.

Volante compreende protestos da torcida

Villasanti também comentou a reação dos torcedores depois da eliminação. O Grêmio deixou o gramado sob vaias, protestos e críticas direcionadas principalmente ao trabalho de Luís Castro.

O paraguaio afirmou que o elenco compreende a insatisfação das arquibancadas. Segundo ele, o momento exige trabalho e uma resposta dentro de campo, não uma tentativa de impedir ou contestar as cobranças feitas pelos gremistas.

“Estou envergonhado e triste. A gente entende a manifestação do torcedor. Ele está no direito dele. O que fica para nós é continuar trabalhando e aproveitar o tempo de trabalho para buscar uma resposta”, declarou.

A queda na Sul-Americana aumentou a pressão sobre jogadores, comissão técnica e direção. O Grêmio perdeu os dois jogos do confronto com o Bolívar e encerrou sua participação continental sem conseguir marcar um gol no mata-mata.

Com a eliminação, o clube passa a concentrar suas forças no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. A competição eliminatória ganhou ainda mais importância por representar a única possibilidade de título do Grêmio no restante da temporada.

Grêmio precisa virar a chave para enfrentar o Mirassol

O próximo desafio será diante do Mirassol, pela Copa do Brasil. A partida de ida está marcada para domingo, às 18h, no Estádio José Maria de Campos Maia, no interior de São Paulo.

O intervalo curto entre os compromissos obrigará o elenco a acelerar a recuperação física e emocional. Villasanti reconheceu a frustração provocada pela eliminação, mas afirmou que o grupo não pode permanecer preso ao resultado diante do Bolívar.

“Hoje é o momento de abaixar a cabeça e ficar triste. A partir de amanhã, vamos preparar o jogo de domingo. A decisão será na nossa casa depois, e precisamos reverter essa situação”, disse.

O volante também recorreu ao peso da camisa gremista para pedir confiança e reforçar a necessidade de uma reação imediata. O segundo confronto com o Mirassol será realizado três dias depois, na Arena.

“Essa camisa é muito grande. Precisamos acreditar e continuar trabalhando. Temos outro jogo importante e uma nova oportunidade de dar a resposta”, acrescentou.

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