Uma forte entrevista coletiva dada pelo diretor executivo Paulo Pelaipe marcou o pós-jogo de Atlético-MG 3×0 Grêmio, neste domingo, pelo Brasileirão, em Minas Gerais. Dentre os vários assuntos abordados, um deles foi tocado com mais ênfase: as dificuldades financeiras que o clube vive e os altos salários pagos mensalmente para os jogadores.
Pelaipe deixou claro, por exemplo, que este foi o principal motivo para a recente saída de nomes como Arthur e Willian. Ele não citou outros nomes, mas reconheceu que outros estão na mesma linha e que a diretoria seguirá fazendo o trabalho de corte:
“Por que o Arthur saiu, um grande jogador, um ídolo do Grêmio? Saiu porque o Grêmio não tinha condições de pagar o salário do Arthur. Por que saiu o Willian? Porque nós não tínhamos condições de pagar o salário completamente fora da realidade. E mais jogadores estão ganhando fora da realidade. Nós queremos pedir desculpa para o torcedor pelo jogo de hoje, estamos envergonhados. Esse aí não é o Grêmio”, disse Pelaipe, em fala recuperada por GZH.
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Ainda durante a parada da Copa do Mundo, o Grêmio trabalhava com a ideia de reduzir a folha salarial de cerca de R$ 23 milhões para aproximadamente R$ 18 milhões. A diretoria não atualizou novamente qual valor se encontra hoje.
Grêmio deve manter Braithwaite
O que se sabe é que um dos mais altos salários do Grêmio é o do atacante dinamarquês Martin Braithwaite, que está no clube desde o meio de 2024 e já passou por uma renovação contratual. Ele atualmente é reserva de Carlos Vinícius, mas segue com o desejo de continuar no Tricolor, até pela boa adaptação da família a Porto Alegre e ao Brasil. Neste momento, não se cogita uma rescisão com este jogador.
Com toda a semana para trabalhar, já que foi eliminado recentemente da Sul-Americana para o Bolívar, o Grêmio volta a jogar no domingo, 16h, fora, contra o Bragantino, pelo Brasileirão. O time é momentaneamente o 15° colocado com 25 pontos.
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