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Grêmio foi um dos únicos clubes contra aplicação imediata de novas regras da CBF

Bastidor da reunião chama atenção antes da estreia das mudanças no Brasileirão

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O Grêmio adotou uma posição praticamente isolada na reunião realizada pela CBF nesta segunda-feira para definir a aplicação das novas regras no futebol brasileiro. Segundo apuração da ESPN, o Tricolor e o Vitória foram os únicos clubes entre os 40 representantes das Séries A e B que votaram contra a entrada em vigor do pacote ainda em 2026.

A maioria das propostas foi aprovada por 38 votos a dois. A posição gremista não foi suficiente para impedir a implementação, e as mudanças começarão a valer já na próxima rodada do Brasileirão.

O detalhe não havia aparecido na divulgação oficial da CBF. A entidade confirmou a aprovação do conjunto de medidas e informou a adoção imediata, mas não identificou individualmente os votos contrários. O bastidor sobre Grêmio e Vitória foi revelado posteriormente pela ESPN.

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Grêmio ficou em minoria na reunião da CBF

A reunião reuniu representantes dos 40 clubes das Séries A e B e fazia parte das discussões conduzidas pela CBF sobre a chamada Liga Unificada do Brasil. Entre os assuntos da pauta estava justamente a antecipação de mudanças previstas pelas regras internacionais do futebol.

A maioria das alterações recebeu aprovação ampla. O Grêmio, porém, se posicionou contra a aplicação ainda em 2026, assim como o Vitória. Isso não significa que os clubes tenham votado contra a existência das regras em definitivo, mas contra sua implementação nesta temporada, conforme a apuração publicada pela ESPN.

Esse recorte é importante porque a CBF decidiu antecipar para o segundo semestre mudanças que passarão a integrar obrigatoriamente as regras do jogo em 2027. A entidade entende que a adoção antecipada pode aumentar o tempo efetivo das partidas e reduzir paralisações consideradas desnecessárias.

O Zona Mista publicou nesta segunda-feira o pacote aprovado pela CBF, incluindo limites para reposições de bola, substituições, atendimentos médicos e novas possibilidades de intervenção do VAR. A novidade agora está no posicionamento gremista durante a votação.

CBF quer aumentar tempo de bola rolando

A preocupação da entidade está ligada aos números do Brasileirão. Segundo estudo encomendado pela CBF Academy à Opta, 177 partidas analisadas apresentaram média de 52 minutos e 54 segundos de bola efetivamente em jogo.

A meta da CBF é elevar esse índice para aproximadamente 57 ou 58 minutos em um primeiro momento e, posteriormente, chegar perto dos 60 minutos. Para isso, o pacote busca atacar demora em laterais e tiros de meta, atendimentos médicos, substituições prolongadas e outras situações associadas à perda de tempo.

Entre as mudanças aprovadas está a contagem de cinco segundos para determinadas reposições quando o árbitro identificar atraso deliberado. Há ainda limite para a saída do jogador substituído e período obrigatório fora de campo em determinadas situações de atendimento médico.

Outra novidade permite ao VAR revisar um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão quando houver erro claro. A intervenção em escanteios concedidos incorretamente e que terminem posteriormente em gol ou pênalti ficará para 2027.

Um item teve resistência maior

Nem todas as propostas tiveram votação tão desequilibrada quanto os 38 a dois registrados na maior parte do pacote.

A medida envolvendo jogadores que cobrem a boca durante discussões foi aprovada por 26 votos a 14. O procedimento permite punição mais severa em determinadas situações desse tipo e foi o ponto que encontrou maior resistência entre os representantes dos clubes.

Ainda assim, a posição geral do Grêmio se destaca porque o clube esteve entre apenas duas equipes contrárias à aplicação imediata das principais mudanças.

Em julho, o Zona Mista já havia mostrado que Grêmio e Inter participariam da discussão sobre quando as novas regras passariam a valer no Brasil. Naquele momento, a definição ainda dependia justamente dessa reunião com os clubes.

A decisão agora está tomada. Mesmo tendo votado contra a antecipação, o Grêmio terá de se adaptar às novas orientações assim como os demais participantes do Brasileirão.

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