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Guerra critica atual gestão do Grêmio e diz que time do fim de 2025 jogava melhor

Ex-presidente Alberto Guerra entregou o clube na reta final do ano passado

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Depois de um longo tempo sem manifestações públicas, Alberto Guerra, ex-presidente do Grêmio, deu nova entrevista ao jornal Zero Hora para rebater críticas da atual gestão gremista e negar que entregou um clube “quebrado”. Ele criticou o que chamou de “transferência de responsabilidade” e ainda apontou que o time do fim de 2025 jogava melhor que o atual. Acompanhe suas principais falas publicadas em GZH:

O trabalho em 2025: “Reconheço que, em 2025, nosso trabalho poderia ter produzido um resultado esportivo melhor. Não tenho dificuldade alguma em admitir isso. Mas também é justo lembrar que terminamos o Campeonato Brasileiro em nono lugar. Se pegarmos somente o segundo turno, fomos sétimos colocados. O trabalho estava nitidamente evoluindo e muitos profissionais experientes da bola diziam que o time estava pronto. Pronto para continuar crescendo em 2026 com alguns ajustes”.

Críticas à atual gestão: “Não sei se já perceberam, mas estamos vivendo um período estranho: quando se ganha é mérito da atual direção (como no Campeonato Gaúcho e na Copa do Brasil), mas quando se perde a culpa é minha. É uma pena que o momento não esteja sendo aproveitado para discutir as verdadeiras razões pelas quais tantos clubes brasileiros enfrentam dificuldades”.

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Saída de Arthur e compra de Nardoni: “A atual direção fez suas escolhas. Uma administração tem autonomia para isso. O que não considero razoável é atribuir permanentemente aos antecessores as consequências das decisões tomadas. Um exemplo: os recursos utilizados na contratação do Nardoni poderiam, na nossa avaliação, ter sido direcionados para a manutenção do Arthur. E ainda haveria saldo”.

Time do fim de 2025 jogava melhor: “Uma coisa posso afirmar: o time do Grêmio no final de 2025 estava jogando melhor do que o time atual. E já se passaram dez meses do novo trabalho. No ano passado, terminamos o returno do Campeonato Brasileiro em sétimo lugar. Queríamos mais, evidentemente. Mas terminamos na primeira página da tabela”.

Grêmio quebrado: “Penso que a atual direção do Grêmio parece sofrer de uma espécie de ‘síndrome de transferência de responsabilidade’. Esse chapéu realmente não me serve. Como pode afirmar que está sem dinheiro e, ao mesmo tempo, promover mudanças significativas no quadro de funcionários, com desligamentos em diversas áreas e a contratação de novos profissionais com salários tão altos? De maneira nenhuma (Grêmio quebrado). As dificuldades de caixa fazem parte dos desafios da gestão de um clube como o Grêmio. Quando assumi, por exemplo, também encontrei dificuldades dessa natureza”.

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