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Venda de Aguirre aproxima Inter de nova proposta por Álex Arce

Rosario Central pagará cerca de R$ 8,25 milhões; parte da quantia será direcionada ao centroavante

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O Inter encaminhou a venda de Braian Aguirre ao Rosario Central e ganhou uma nova possibilidade financeira para avançar pela contratação de Álex Arce. O clube argentino deverá pagar US$ 1,6 milhão, aproximadamente R$ 8,25 milhões, pelo lateral-direito de 25 anos.

A operação representa uma mudança importante em relação às primeiras conversas. O Rosario Central havia demonstrado interesse em receber Aguirre por empréstimo, modelo rejeitado pela direção colorada. O Inter defendia uma transferência definitiva para gerar receita e aumentar sua capacidade de investimento durante a janela.

O acordo ainda precisa ser oficializado pelos clubes, mas já provocou uma consequência esportiva. Aguirre foi retirado da concentração e não enfrentará o Flamengo nesta quarta-feira, às 19h30, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro.

A negociação também modifica o planejamento de Paulo Pezzolano. O treinador não pretendia perder o jogador, mas a direção decidiu priorizar a contratação de um centroavante e aceitou abrir mão de uma alternativa para os dois lados da defesa.

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Inter recupera investimento feito por Braian Aguirre

Braian Aguirre chegou ao Inter em setembro de 2024, contratado junto ao Lanús. O investimento colorado foi de aproximadamente US$ 1,4 milhão, valor inferior aos US$ 1,6 milhão que deverão ser pagos pelo Rosario Central.

Na comparação direta entre compra e venda, o Inter obterá uma diferença positiva de US$ 200 mil. A conta não considera salários, comissões, impostos, luvas ou eventuais cláusulas existentes nos dois contratos, mas mostra que o clube recuperará o valor utilizado para adquirir o jogador.

O lateral havia renovado seu vínculo até dezembro de 2028. O contrato longo dava ao Inter uma posição mais confortável para negociar e afastava o risco de uma saída sem compensação financeira.

O Zona Mista mostrou anteriormente que o Inter tentava vender Braian Aguirre para financiar uma investida por Álex Arce. Naquele momento, ainda existia um impasse entre a venda definitiva desejada pelo Colorado e o empréstimo cogitado pelo Rosario Central.

A negociação avançou depois que o clube argentino aceitou discutir uma compra. A direção colorada também procurou garantir o recebimento da maior quantidade possível à vista, condição considerada importante para a próxima etapa no mercado.

Venda aumenta capacidade de proposta por Álex Arce

Álex Arce permanece como o principal alvo do Inter para reforçar o comando do ataque. O centroavante paraguaio pertence ao Independiente Rivadavia, da Argentina, e possui contrato até dezembro de 2028.

O Inter já apresentou uma proposta de US$ 3 milhões, mas encontrou resistência na forma de pagamento. O Independiente aceita negociar por esse valor caso o recebimento seja integralmente à vista. Para uma transferência parcelada, a pedida sobe para US$ 4 milhões.

Os detalhes da primeira proposta apresentada pelo Inter por Álex Arce mostraram que o problema central não estava apenas no valor total. A quantidade oferecida como entrada e o prazo das parcelas impediam o acordo.

Com a venda de Aguirre, o Inter poderá aumentar a quantia inicial e aproximar sua oferta das condições estabelecidas pelo Independiente Rivadavia. Pelo menos parte dos US$ 1,6 milhão arrecadados será reservada para a nova tentativa.

O diretor executivo Fabinho Soldado deve viajar à Argentina nos próximos dias. O objetivo é conversar diretamente com os dirigentes do Independiente e tentar destravar a operação.

A viagem não significa que a contratação esteja concluída. Ainda será necessário estabelecer o valor final, a forma de pagamento, as garantias e as condições contratuais com o atacante.

Pezzolano preferia manter lateral no elenco

A decisão de negociar Aguirre não foi motivada apenas por uma avaliação técnica. Paulo Pezzolano pretendia manter o jogador porque o argentino oferece alternativas na lateral direita e também já atuou pelo lado esquerdo.

A direção, porém, avaliou que a necessidade de contratar um centroavante era mais urgente. Depois da venda de Rafael Borré ao River Plate, Alerrandro permaneceu como o atacante mais experiente da posição.

João Bezerra e Fabrício Prado são opções jovens, enquanto Vitinho pode atuar de maneira centralizada, mas possui características diferentes das apresentadas por Álex Arce.

O paraguaio chega ao mercado colorado como um jogador de área, com força no jogo aéreo e capacidade de definição. Aos 31 anos, seria contratado para oferecer resposta imediata e disputar a titularidade.

A saída de Aguirre também abrirá espaço na folha salarial e no elenco. O Inter precisará definir quem será a principal alternativa para a lateral direita, setor no qual Bruno Gomes já foi utilizado durante a temporada.

O negócio com o Rosario Central resolve uma das etapas do planejamento. O clube transforma um jogador com menos espaço em receita, recupera o investimento original e melhora sua condição para negociar o reforço considerado prioritário.

O próximo passo será transformar a nova capacidade financeira em um acordo. A venda de Aguirre não garante a chegada de Álex Arce, mas aproxima o Inter das exigências apresentadas pelo Independiente Rivadavia.

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O Zona Mista não organiza nem se responsabiliza pelo evento. Informações e contratação devem ser tratadas diretamente com o anunciante.
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