Em nova entrevista concedida ao canal do jornalista Nando Gross, o ex-dirigente do Inter, Roberto Siegmann, confirmou que sugeriu o nome de Clemer como alternativa a Paulo Pezzolano em recente reunião com o presidente Alessandro Barcellos e os pré-candidatos do clube. A sugestão, porém, não foi levada adiante e o uruguaio seguiu como comandante colorado.
“Tem uma outra coisa que, a meu juízo, é errado. Temos que parar de inventar treinador que não conhece o Inter e a rivalidade existente no Rio Grande do Sul. Que nem conhece os jogadores. Acho isso péssimo. E aí não se envolvem com a base. Eles vêm com um pessoal próprio e se não dá certo pegam as coisas e vão embora. Tem que se pensar melhor no treinador. O pessoal até me ironizou, pois me perguntaram o que eu faria como vice de futebol se caísse o Pezzolano. Mas eu sugeri o Clemer”, iniciou Siegmann.
O ex-vice de futebol listou alguns motivos para defender o antigo goleiro e citou, principalmente, o fato de ser um grande colorado:
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“Ficaram todos calados na reunião, mas eu disse. O Clemer. Primeiro, porque é colorado. Segundo, é campeão do mundo. Terceiro, foi treinador da base e foi um baita técnico da base. Vamos ser sinceros. Agora faltam 11 jogos e para esses 11 jogos não precisaria ser muito conhecedor da coisa. Tem que virar a parte anímica dos jogadores e tem que mostrar que tem cara feia, que não gosta do que alguns estão fazendo e tem que ser colorado. Acho que o Clemer seria correto”, ampliou.
Clemer, no entanto, não deu continuidade ao trabalho como treinador depois de dirigir alguns times do interior do Rio Grande do Sul como Brasil de Pelotas e Glória. Como jogador, foi multicampeão pelo clube e brilhou especialmente em 2006 com a Conmebol Libertadores e o Mundial. Em 2013, de forma interina, treinou o Colorado na reta final do Brasileirão.









