Renato é a favor da concentração no futebol brasileiro e não permite celular no vestiário: “Milhões de motivos”

Saiba mais detalhes do pensamento de Renato sobre alguns temas do futebol

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Na avaliação do técnico Renato Portaluppi, que segue negociando a sua renovação contratual com o Grêmio, o jogador brasileiro ainda não tem a “consciência” necessária para ficar sem a concentração pré-jogo. Ele, em recente entrevista, defendeu a continuidade das concentrações, que normalmente ocorrem em hoteis com os jogadores relacionados um dia antes das partidas.

Renato, na conversa com sua filha Carol Portaluppi no podcast “Joga com a dez”, lembrou que ao chegar no Flamengo em 2021 a concentração não vinha mais acontecendo. Como chegou no meio da temporada, ele topou “deixar assim”, mas havia adiantado que mudaria se ficasse para a temporada de 2023.

“Todos os jogos têm a concentração. Alguns clubes não concentram, mas 99% dos times concentram. O Flamengo não concentra. Outros não fazem por não ter verba. O Jorge Jesus tirou no Flamengo. Quando eu cheguei, falei que eu era contra não ter concentração. Eu disse para deixar assim, mas se eu ficasse para o outro ano isso iria mudar. O jogador brasileiro não está preparado ainda para não ter concentração. O jogador europeu é mais consciente”, citou Renato.

Renato não permite celular

Um dos itens na “cartilha” de Renato na convivência com os jogadores é a proibição do uso do celular no vestiário antes dos jogos. Ele cobra atenção e concentração máxima dos atletas no trabalho assim que a delegação chega no estádio:

“Tem a reza, tem a fala. Eu não deixo ninguém usar celular ao chegar no vestiário por milhões de motivos. Ali o cara tem que estar concentrado para o jogo, ele é pago para aquilo. Aquela 1h30 antes do jogo, zerou. Todos sem celular, pensando no jogo. Eu chego em um clube e trinta minutos antes da partida o cara está no celular. Isso é inadmissível. Ele vai atender o telefone e vai ter gente pedindo ingresso, mulher passando problema, o pai, a mãe… só que o cara precisa correr e pensar no trabalho dele. Se pego alguém com celular, é caixinha. E a multa é pesada”, acrescentou.

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