O presidente do Vitória, Fábio Mota, segue muito irritado com o Grêmio e disse nesta quarta-feira, à Rádio Gre-Nal, que não se arrepende de ter chamado o Tricolor publicamente de “caloteiro” na última segunda-feira depois do jogo entre os dois clubes no Barradão. A diretoria do time de Salvador segue irritada pela dívida existente em relação ao zagueiro Wagner Leonardo, comprado pelos gremistas no começo de 2025.
De acordo com a nova entrevista de Mota, a atual diretoria do Grêmio demonstra “não estar nem aí” com a dívida, alegando ter sido feita pela gestão passada.
“O Grêmio não está nem aí, é como se a dívida não existisse, ‘quem fez a dívida é da gestão passada’ (…) vida que segue, e continuam contratando e endividando o clube. O clube nunca deu satisfação sobre o que deve (…) Eu tentei diversas vezes falar com o Odorico (Roman). Aproveitei o confronto com o Grêmio para fazer meu desabafo. O Grêmio é o clube mais caloteiro do Brasil”, disparou Mota.
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O Grêmio, como mostramos nesta reportagem aqui, admite dever um saldo de pouco mais de US$ 1 milhão relacionado ao negócio, abaixo dos US$ 2,5 milhões apontados na repercussão das declarações de Fábio Mota. O Tricolor também já informou que não foi citado em processo envolvendo especificamente essa dívida e também sustenta que a cobrança de Wagner Leonardo não está incluída no procedimento atual da Câmara Nacional de Resolução de Disputas, a CNRD.
“Passando uma borracha aqui. Chamamos torcida para passar borracha. Seria uma injustiça perder para um time caloteiro desse, que deve 2,5 milhões ao clube. Continua contratando, futebol brasileiro precisa mudar. O Vitória já entrou na Justiça, e novembro a gente entra com execução. [Diretoria do Grêmio] não apareceu, ficaram no hotel e não tiveram coragem de vir aqui”, disparou Mota, na segunda-feira em entrevista à Rádio Sociedade, recuperada pelo portal GE, na fala que iniciou toda a polêmica sobre o caso.
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