O Grêmio apresentou uma nova versão sobre a dívida mantida com o Vitória pela contratação do zagueiro Wagner Leonardo. Depois das fortes declarações do presidente baiano Fábio Mota, o clube gaúcho reconheceu que ainda existe valor a pagar, mas contestou a cifra divulgada, o estágio jurídico da cobrança e até alguns bastidores relatados pelo dirigente após a vitória baiana por 1×0 no Barradão.
Segundo informações, o Grêmio trabalha com um saldo de pouco mais de US$ 1 milhão relacionado ao negócio, abaixo dos US$ 2,5 milhões apontados na repercussão das declarações de Fábio Mota. Wagner Leonardo foi comprado no começo de 2025 por US$ 4,5 milhões, cerca de R$ 26 milhões na cotação daquela época. O defensor permaneceu no banco na partida desta segunda-feira e atualmente é alternativa no elenco de Luís Castro.
Outro ponto novo está em uma tentativa de composição entre os clubes realizada neste ano. Na versão apresentada pelo Grêmio ao portal GE, o Tricolor ofereceu o próprio Wagner Leonardo, acompanhado de um valor adicional, para encerrar a pendência. O Vitória teria inicialmente solicitado uma garantia bancária formal, condição que, segundo o clube gaúcho, chegou a ser atendida antes de os baianos desistirem do acerto.
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Grêmio também contesta estágio jurídico da cobrança
A maior divergência aparece na situação jurídica. Fábio Mota afirmou publicamente que o Vitória já havia entrado na Justiça e mencionou a perspectiva de uma execução em novembro. O Grêmio, por sua vez, informou que não foi citado em processo envolvendo especificamente essa dívida e também sustenta que a cobrança de Wagner Leonardo não está incluída no procedimento atual da Câmara Nacional de Resolução de Disputas, a CNRD.
A cobrança do Vitória não começou agora. Em julho, o presidente Fábio Mota já havia feito uma manifestação pública exigindo o pagamento do Grêmio. A diferença desta semana é a resposta detalhada do clube gaúcho, que pela primeira vez neste novo episódio apresenta outra cifra e relata uma tentativa de acordo envolvendo o próprio zagueiro.
O Grêmio também rebateu a declaração de que dirigentes tricolores não teriam comparecido ao Barradão. Segundo a versão repassada pelo clube, o vice-presidente de futebol Rafael Lima e o executivo Paulo Pelaipe estavam presentes na partida. A discussão extracampo, portanto, passa a ter três frentes abertas: o valor efetivamente pendente, o estágio jurídico da cobrança e a possibilidade de uma nova composição financeira entre as diretorias.
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