A pendência financeira envolvendo Matías Arezo avançou novamente na FIFA e colocou o Grêmio diante de uma nova preocupação fora de campo. O River Plate-URU notificou a entidade e pediu a aplicação de um transfer ban depois que terminou, na segunda-feira, dia 7, o prazo para o clube gaúcho quitar uma das parcelas relacionadas ao empréstimo do atacante ao Peñarol. A restrição de registros, porém, ainda não foi aplicada ao Tricolor.
O valor que chegou ao fim do prazo estabelecido pela FIFA é de US$ 100 mil, aproximadamente R$ 500 mil na cotação atual. Segundo apuração do ge junto ao River Plate-URU, existe outra parcela de US$ 100 mil ainda não paga pelo Grêmio, mas o prazo concedido pela entidade para a regularização dessa segunda obrigação ainda não terminou. Os dois valores, portanto, estão em estágios diferentes dentro da cobrança.
Entenda por que o River Plate-URU cobra o Grêmio
A origem da pendência está na renovação do empréstimo de Arezo ao Peñarol, acertada em dezembro de 2025. O clube uruguaio pagou US$ 400 mil ao Grêmio, divididos em duas parcelas. Como o River Plate-URU manteve 50% dos direitos econômicos do centroavante, passou a cobrar a participação correspondente aos valores recebidos pelo Tricolor na operação.
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O problema já vinha sendo acompanhado. Em maio, o Zona Mista mostrou a ameaça de transfer ban ligada ao caso Arezo, quando o River Plate-URU cobrava o repasse e avaliava levar novamente o assunto à FIFA. Naquela etapa, o centro da notícia ainda era a cobrança e o risco de avanço internacional. Agora, existe um fato posterior: o caso chegou à entidade, houve definição de prazo, esse prazo terminou para uma das parcelas e o credor pediu a aplicação da punição.
Em junho, quando o assunto já havia avançado na FIFA, a direção gremista informou ao ge que pretendia regularizar a pendência antes de qualquer transfer ban. Na avaliação daquele momento, a cifra era considerada administrável e não deveria levar muito tempo para ser quitada. A reportagem procurou novamente o Grêmio nesta quarta-feira, mas não havia novo posicionamento divulgado até a atualização da matéria.
A compra definitiva de Arezo pelo Peñarol, realizada posteriormente, é uma operação separada desta cobrança específica. O clube uruguaio exerceu a opção no mês de julho e o pagamento da aquisição foi estruturado para os próximos anos. A pendência que agora provoca o pedido à FIFA nasceu dos repasses referentes ao empréstimo anterior e não deve ser confundida com as parcelas futuras da venda definitiva.
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Também é necessário separar o pedido feito pelo River Plate-URU de uma punição efetivamente aplicada. Um transfer ban solicitado pelo credor não significa que o Grêmio já esteja impedido de registrar jogadores. A próxima mudança objetiva ocorrerá caso a FIFA comunique formalmente a restrição ou se o clube realizar o pagamento e conseguir encerrar a cobrança antes desse estágio.
O caso aumenta a pressão porque o Grêmio já enfrentou problemas anteriores de registro ligados a obrigações internacionais. Desta vez, o ponto central passa a ser a velocidade da regularização. O River Plate-URU deixou de apenas cobrar o valor e já pediu uma consequência esportiva à FIFA, enquanto o Tricolor tenta impedir que a pendência avance mais um estágio.









