+ Grêmio e Willian avançaram nos últimos dias nas tratativas para encerrar antecipadamente o contrato do meia-atacante. O acordo está mais próximo de um desfecho e pode ser concluído ainda nesta semana, pouco menos de duas semanas depois de o jogador ser informado de que não faria mais parte dos planos de Luís Castro.
Uma questão financeira aparece agora entre os detalhes que precisarão ser formalizados. O Grêmio ainda possui valores de luvas a pagar a Willian, e o acerto da rescisão deverá estabelecer como essas cifras serão quitadas. Os montantes não foram divulgados.
Outro sinal de que a passagem se aproxima do fim surgiu fora do CT Presidente Luiz Carvalho. Familiares do jogador já começaram a se despedir de amigos em Porto Alegre. Enquanto Willian não define um novo clube, a tendência é de que a família retorne à Inglaterra.
+ Krovinović marca presença no vestiário e fica mais perto de jogar pelo Grêmio
Grêmio e Willian já discutiam rescisão desde julho
A saída vinha sendo construída desde o fim do mês passado. O Zona Mista mostrou em 29 de julho que Willian estava fora dos planos e iniciaria uma negociação para rescindir o contrato, que possui validade até dezembro de 2026.
Naquele momento, o cenário ainda era de abertura das conversas. O jogador continuaria treinando normalmente em Porto Alegre, enquanto seus representantes buscavam alternativas no exterior. A preferência de Willian continua sendo atuar fora do futebol brasileiro depois de deixar o Grêmio.
O contrato atual foi assinado em setembro de 2025. Na apresentação do jogador, o próprio Grêmio informou oficialmente que o vínculo abrangeria o restante daquele Brasileirão e toda a temporada de 2026.
Willian completou 38 anos no último domingo. A passagem pelo Grêmio começou como parte de um movimento de mercado que reuniu jogadores experientes, mas perdeu espaço ao longo da atual temporada até chegar à decisão de Luís Castro de seguir sem o meia-atacante.
Situação mudou desde manifestação pública de Willian
A cronologia também mostra como o cenário se alterou nos últimos dois meses. Em junho, diante das primeiras informações sobre uma possível saída, Willian negou publicamente que tivesse pedido para deixar o Grêmio.
Na ocasião, o Zona Mista repercutiu a manifestação do jogador, feita para afastar a ideia de que ele estivesse tentando antecipar o encerramento do contrato. A posição era de permanecer até dezembro, salvo uma decisão diferente do próprio clube.
Foi justamente o movimento esportivo posterior que mudou a situação. No fim de julho, Willian foi comunicado de que não estava nos planos de Luís Castro para o restante da temporada. A partir daí, clube e jogador abriram as conversas por uma saída amigável.
Desde então, o meia deixou de ser utilizado nas partidas e passou a manter sua rotina restrita aos trabalhos no CT enquanto o acordo era negociado. O último passo conhecido agora é o avanço das tratativas para definir a rescisão.
Luvas entram na composição do acordo
O novo componente financeiro ajuda a explicar por que a rescisão exige uma negociação entre as partes, mesmo com a decisão esportiva já tomada. Como o Grêmio ainda tem valores de luvas a pagar, a formalização da saída precisa estabelecer a maneira como essa obrigação será cumprida.
Não há informação pública sobre o tamanho desses valores nem sobre eventual desconto, parcelamento ou compensação. Por isso, ainda não é possível calcular o impacto financeiro final da rescisão para o clube.
Também não há novo destino acertado para Willian. O planejamento do jogador é procurar uma oportunidade fora do Brasil, enquanto a família se prepara para retornar à Inglaterra caso a saída do Grêmio seja confirmada.









