
Sem vencer há sete partidas, Luís Castro voltou a defender que o Grêmio apresenta sinais de evolução, apesar de os resultados ainda não confirmarem essa leitura. Depois do empate por 1×1 com o Mirassol fora de casa neste domingo, pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil, o treinador afirmou que os números sustentam a confiança em uma reação.
O Tricolor saiu atrás no Maião, com gol de Bruno Santos, e igualou o placar no começo do segundo tempo por meio de Amuzu. Conforme mostrou o Zona Mista no pós-jogo completo do empate no interior paulista, a equipe ainda sofreu pressão na reta final e viu Edson Carioca acertar a trave de Weverton.
O resultado manteve aberto o confronto eliminatório, mas aumentou para sete a sequência de compromissos sem vitória. O último triunfo gremista aconteceu diante do Santos, no dia 23 de maio, antes da paralisação do calendário para a Copa do Mundo. Desde então, o time acumulou empates, derrotas e a eliminação para o Bolívar na Sul-Americana.
“Queríamos muito um resultado positivo, que era ganhar o jogo. Não conseguimos. Conseguimos um empate que fica aquém daquilo que queríamos para a partida, mas que abre claramente aquilo que será uma final na quarta-feira”, declarou o treinador.
Luís Castro contrapõe resultados e desempenho do Grêmio
Questionado sobre a pressão que acompanha o trabalho, Castro fez uma separação entre a reação emocional provocada pelos resultados e a análise técnica realizada internamente. Para o treinador, os indicadores apresentados pelo Grêmio demonstram que existe uma base para a equipe voltar a vencer.
“Eu compreendo a emoção do resultado, mas também tenho que me agarrar à racionalidade dos números. E os números, mais uma vez, dizem que estamos no caminho certo para atingir algo bom”, afirmou.
O discurso mantém a linha adotada depois da eliminação para o Bolívar. Na ocasião, o técnico citou o índice de gols esperados da partida disputada na Arena para argumentar que o volume ofensivo normalmente seria suficiente para uma vitória expressiva, embora o Grêmio tenha perdido por 1×0 e deixado a competição.
Contra o Mirassol, a equipe teve oportunidades para marcar antes de ficar em desvantagem. Carlos Vinícius parou em Walter aos 16 minutos, enquanto o adversário abriu o placar dois minutos depois. Na etapa final, o gol de Amuzu surgiu após um erro na saída de bola paulista, mas o Grêmio não conseguiu manter o mesmo ímpeto para buscar a virada.
A leitura de Castro apresenta um contraste com a manifestação feita por Weverton na saída de campo. O goleiro admitiu que a sequência sem vitórias incomoda o elenco e ressaltou que um clube depende de resultados e títulos para construir confiança, por mais que o desempenho também precise ser analisado.
Decisão na Arena testará confiança do treinador
O empate no Maião leva a definição da vaga para a Arena sem vantagem para nenhum dos lados. Grêmio e Mirassol voltam a se enfrentar na quarta-feira, às 19h30. Quem vencer avança às quartas de final, enquanto uma nova igualdade levará a decisão para as cobranças de pênaltis. Desde já, Castro quer o apoio da torcida e já sai em defesa dos seus jogadores:
“Os jogadores merecem todo o carinho, todo o respeito. São incansáveis no trabalho. Jogadores, com certeza absoluta, não merecem essas vaias”, declarou o português, em fala recuperada por GZH.
Antes mesmo da partida de ida, os dois jogos contra o Mirassol já eram tratados como decisivos para Luís Castro. O relacionamento do treinador com os jogadores e a avaliação positiva dos treinamentos ainda sustentam o trabalho, mas a direção espera que essa percepção interna passe a ser traduzida em resultados.
A confiança nos números, portanto, será colocada à prova diante da torcida. Depois de sete jogos sem vencer, o Tricolor precisará transformar o desempenho defendido pelo treinador em uma vitória justamente no confronto que poderá determinar a continuidade do time na competição e do próprio trabalho no clube. Em uma espécie de “ultimato” ao trabalho, o Grêmio espera bom público na Arena na quarta-feira.









