
O Inter recebeu uma nova decisão judicial em uma das cobranças movidas por empresas relacionadas ao empresário Delcir Sonda. A 3ª Vara Cível de Porto Alegre determinou a realização de buscas eletrônicas para localizar e bloquear R$ 11,58 milhões nas contas do clube.
A medida foi expedida em um processo que discute uma dívida apontada inicialmente em R$ 10,37 milhões e posteriormente atualizada para o valor indicado na ordem judicial.
A determinação não significa, necessariamente, que todo o montante já tenha sido retirado das contas coloradas. O despacho autoriza a utilização dos sistemas eletrônicos do Poder Judiciário para procurar recursos registrados em nome do Inter.
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Caso o valor integral não seja encontrado, a decisão também prevê a busca por veículos pertencentes ao clube. Os bens localizados poderão receber restrições de transferência enquanto o processo estiver em andamento.
A ordem foi tomada pela juíza Debora Kleebank, da 3ª Vara Cível de Porto Alegre. O caso faz parte de um conjunto maior de cobranças envolvendo Delcir Sonda, antigo parceiro do Inter em investimentos, empréstimos e negociações de jogadores.
Somadas, as diferentes ações relacionadas ao empresário chegaram a aproximadamente R$ 60 milhões. Cada processo, porém, possui contratos, valores e situações jurídicas próprias.
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Decisão representa novo estágio da cobrança
A disputa já vinha sendo acompanhada pelo Zona Mista. Em dezembro de 2025, o site mostrou que empresas ligadas a Delcir Sonda voltaram à Justiça para cobrar cerca de R$ 60,5 milhões do Inter.
Uma parte da cobrança está relacionada à contratação de Andrés D’Alessandro, realizada em 2008. Uma empresa ligada a Sonda participou da operação e ficou com uma parcela dos direitos econômicos do argentino.
Como a saída posterior do jogador não gerou a venda esperada, a relação entre as partes deu origem a uma dívida que passou por cessões, acordos, correções monetárias e novas discussões judiciais.
Outras ações têm origem em empréstimos realizados por Sonda a antigas administrações do Inter. Os valores cresceram ao longo do tempo com correções e demais encargos discutidos nos processos.
A soma apresentada nas cobranças não deve ser tratada como uma única dívida com decisão definitiva, já que os casos tramitam separadamente.
O Zona Mista também informou que o Inter recebeu prazo da Justiça em duas cobranças milionárias. Na ocasião, os processos mencionados alcançavam aproximadamente R$ 33,9 milhões e existia o risco de medidas de penhora.
A nova ordem representa uma evolução concreta em uma das frentes. A Justiça autorizou a procura direta por dinheiro e, de forma subsidiária, por veículos registrados em nome do clube.
O caso possui ainda outra consequência patrimonial. Em um processo diferente, a Justiça já havia aceitado o Parque Gigante e o Centro de Treinamento como garantias de uma dívida em discussão.
Isso não significa que essas estruturas tenham sido transferidas ao credor. A medida demonstra, porém, que o contencioso deixou de envolver apenas cobranças abstratas e passou a alcançar bens apresentados como segurança processual.
O Inter informou que não comenta publicamente assuntos submetidos ao Poder Judiciário. O clube acrescentou que eventuais esclarecimentos serão apresentados dentro do processo e afirmou continuar trabalhando para reorganizar suas obrigações, recuperar créditos e fortalecer a situação econômica.
Por cautela, a decisão não deve ser descrita como derrota judicial definitiva nem como pagamento concluído da dívida. O clube ainda poderá utilizar os instrumentos processuais disponíveis, apresentar manifestações e discutir os valores cobrados.
O fato novo confirmado é que a Justiça autorizou a busca por R$ 11,58 milhões nas contas e indicou uma alternativa patrimonial caso não seja localizado saldo suficiente.











