InterCuriosidade

Inter formou Alisson: do Celeiro de Ases à Seleção Brasileira

Goleiro saiu de Novo Hamburgo, cresceu no Beira-Rio e virou referência em Copas do Mundo

Continua depois da propaganda

Antes de virar nome forte da Seleção Brasileira, Alisson Becker teve sua história construída dentro do Inter. Nascido em Novo Hamburgo, o goleiro cresceu no futebol gaúcho e passou pelo Celeiro de Ases antes de ganhar o mundo. A nova convocação para a Copa do Mundo de 2026 recolocou essa trajetória no centro das atenções. Hoje no Liverpool, ele carrega uma ligação direta com o Beira-Rio e com a formação colorada.

A caminhada começou ainda cedo, em um caminho familiar ligado ao gol. Alisson passou pela base colorada e disputou espaço com o irmão Muriel, seis anos mais velho. No profissional, a afirmação não veio de forma imediata. Ele precisou esperar, competir e amadurecer até assumir a camisa de titular. No Zona Mista, a mãe de Alisson relembrou a origem do goleiro no Inter.

A virada aconteceu no fim de 2014, quando Alisson passou à frente da concorrência no gol colorado. Em 2015, ele se tornou titular absoluto e ganhou força também na Seleção Brasileira. Pelo Inter, encerrou a passagem com 107 jogos e quatro títulos do Gauchão, em 2013, 2014, 2015 e 2016. Os dois últimos vieram já com ele como titular.

+ Mãe de Alisson revela bastidor no Inter após convocação para a Copa

Uma das imagens mais marcantes dessa história aconteceu em 8 de maio de 2016. Depois da vitória do Inter por 3×0 sobre o Juventude, no Beira-Rio, Alisson voltou ao gramado e ficou sozinho. Descalço, sentou ao lado de uma das traves e observou o estádio vazio. A cena virou símbolo da despedida antes da transferência para a Roma.

Aquele, porém, ainda não foi o último jogo dele pelo clube. Depois da cena solitária na trave, Alisson disputou mais uma partida oficial pelo Inter. A despedida definitiva veio uma semana depois, em 15 de maio de 2016, no empate em 0x0 com a Chapecoense, pela estreia do Brasileirão, no Beira-Rio. Em seguida, o goleiro deixou o clube para se apresentar à Roma.

“É um misto de sentimentos, mas é alegria. Não tem tristeza. O choro é de alegria”, explicou Alisson, ao ge.

Inter viu Alisson sair da base para virar referência mundial

A transferência para a Roma abriu a porta internacional da carreira. O Inter, como clube formador, também manteve vínculo financeiro com futuras negociações pelo mecanismo de solidariedade da FIFA. Alisson chegou às categorias coloradas ainda criança e ficou no clube até 2016, quando foi vendido ao futebol italiano.

O salto seguinte veio em 2018, quando o Liverpool anunciou a contratação do goleiro junto à Roma. Na Inglaterra, Alisson se consolidou como uma das referências da posição. Pelo clube inglês, foi peça importante em conquistas de Champions League, Premier League e Mundial de Clubes. Em 2025, o Liverpool registrou que ele havia alcançado 300 jogos pelo clube.

A convocação para a Copa de 2026 reforça a dimensão da trajetória. Alisson foi chamado por Carlo Ancelotti ao lado de Ederson e Weverton. Será a terceira Copa consecutiva do ex-goleiro colorado, depois de 2018 e 2022. No Zona Mista, Ancelotti já explicou a situação física de Alisson antes do Mundial.

O próprio Inter tratou a convocação como motivo de orgulho. Em publicação nas redes sociais, o clube destacou Alisson como cria do Celeiro de Ases e lembrou a conexão com Taffarel. O tetracampeão gaúcho pelo clube volta a representar, mesmo de longe, a escola colorada de goleiros.

Alisson também se manifestou depois da convocação. A mensagem reforçou o peso da responsabilidade e o desejo de buscar o hexacampeonato. O goleiro aparece, novamente, como um dos nomes mais experientes do elenco brasileiro. A fala combina com a imagem construída desde os tempos de Inter: liderança discreta, trabalho e identificação com grandes decisões.

“Lutaremos com todas as nossas forças para buscar a nossa tão sonhada sexta estrela”, publicou Alisson.

A história de Alisson no Inter segue importante porque explica parte da formação do goleiro. O caminho começou longe dos holofotes, passou pela base colorada, ganhou força no Beira-Rio e alcançou o futebol europeu. Para o torcedor colorado, a convocação para mais uma Copa não é apenas um detalhe da Seleção. É também a lembrança de um jogador formado no clube e levado ao topo do futebol mundial.

Artigos relacionados

Continua depois da propaganda.