O Inter calcula que precisará de cerca de R$ 70 milhões para garantir seus principais compromissos financeiros até o encerramento de 2026. Segundo apuração da GZH, a estimativa foi apresentada pelo presidente Alessandro Barcellos durante a reunião realizada na última segunda-feira (7) com pré-candidatos à presidência do clube e foi confirmada por duas pessoas que participaram do encontro.
A conta apresentada pela direção envolve folhas salariais, direitos de imagem, pendências financeiras e o 13º de jogadores e funcionários. O valor não corresponde, portanto, apenas ao que está atrasado neste momento. Trata-se de uma projeção mais ampla do caixa necessário para atravessar os meses restantes do ano sem produzir novos problemas nos pagamentos internos.
O novo número amplia um cenário que já vinha sendo exposto nas últimas semanas. No fim de agosto, o clube havia colocado a manutenção da folha salarial como prioridade no fluxo de caixa enquanto administrava cobranças e a restrição de registros aplicada pela FIFA na operação envolvendo Juninho e o Midtjylland. Em outra atualização, o Zona Mista mostrou que os valores em aberto com atletas haviam ultrapassado a casa dos R$ 10 milhões naquele estágio.
Inter procura novas receitas para fechar o ano
A direção trabalha agora para aumentar as entradas previstas para os próximos meses. Uma das ideias apresentadas na reunião partiu de José Amarante, conselheiro e pré-candidato de oposição à presidência. A proposta envolve antecipar 30% de receitas previstas em contratos relacionados às placas publicitárias nos jogos realizados no Beira-Rio. A operação, para avançar, ainda precisaria passar pelo Conselho Deliberativo.
O movimento aparece justamente dentro da janela de tempo mencionada anteriormente por Barcellos para uma nova etapa da reorganização financeira. Depois do primeiro Gre-Nal da Copa do Brasil, o presidente havia projetado novidades em até 15 ou 20 dias sobre a reestruturação, sem detalhar naquela ocasião qual mecanismo seria utilizado para reforçar o caixa.
A situação das cobranças internacionais continua sendo administrada separadamente. O transfer ban atualmente conhecido tem origem na obrigação relacionada à contratação de Juninho junto ao Midtjylland. Existem ainda discussões financeiras envolvendo outras operações, como Johan Carbonero e Benjamin Arhin, mas cada caso possui estágio próprio e não deve ser tratado automaticamente como uma nova punição da FIFA sem decisão específica.
A cifra apresentada na reunião política oferece agora uma dimensão mais clara do desafio até dezembro. Em vez de apenas regularizar uma pendência pontual, o Inter procura recursos suficientes para cobrir a operação do futebol e os compromissos com funcionários durante todo o restante da temporada, em um momento no qual a equipe também luta para sair da zona de rebaixamento do Brasileirão.









