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Inter não prevê prazo para derrubar transfer ban e prioriza folha salarial

Direção admite limitação de recursos enquanto tenta regularizar obrigação com clube dinamarquês

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O Inter não estabeleceu prazo para retirar o transfer ban aplicado pela FIFA por causa da pendência financeira com o Midtjylland, da Dinamarca. A direção trabalha para regularizar a obrigação relacionada à contratação do zagueiro Juninho, mas colocou a manutenção da folha salarial em dia como prioridade imediata no fluxo de caixa.

A nova informação foi publicada pela GZH nesta quarta-feira (26), um dia depois de o clube aparecer novamente na lista de equipes impedidas de registrar jogadores. A punição está ativa e decorre de uma obrigação assumida na negociação realizada com os dinamarqueses.

Na terça-feira, o Inter confirmou oficialmente a origem do novo transfer ban. Em nota, a direção reconheceu dificuldades financeiras e limitações no fluxo de caixa, além de informar que buscava alternativas para equalizar e regularizar a pendência com o Midtjylland.

A atualização desta quarta acrescenta a ordem de prioridades adotada no Beira-Rio. Segundo a apuração, o clube não possui recursos para atender simultaneamente a todas as demandas financeiras e, neste momento, busca proteger o pagamento dos salários enquanto negocia as demais obrigações.

Inter tenta administrar cobranças em estágios diferentes

O caso do Midtjylland já está no estágio de transfer ban aplicado. O Inter permanece impedido de realizar novos registros enquanto a restrição estiver vigente e ainda não informou pagamento ou acordo capaz de retirar a punição.

Outras obrigações acompanhadas pelo clube estão em etapas diferentes e não devem ser misturadas com o processo dinamarquês. A direção pretende, por exemplo, cumprir os cronogramas estabelecidos com o Racing na operação envolvendo Johan Carbonero, de acordo com a atualização publicada nesta quarta-feira.

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O caso de Benjamin Arhin também segue uma tramitação própria. O Dansoman Wise, de Gana, apresentou à FIFA a cobrança de quatro parcelas que considera vencidas, totalizando aproximadamente € 70 mil. A entidade recebeu a ação, e o Inter terá até 9 de setembro para responder.

Não há transfer ban aplicado ao Colorado no processo de Benjamin. O estágio atual é ação na FIFA, com prazo aberto para manifestação. Caso exista pagamento ou composição entre as partes, o procedimento poderá ser encerrado; uma eventual defesa manterá a discussão dentro da entidade.

Essa separação é especialmente relevante porque o Inter já sofreu outras restrições recentes por obrigações financeiras. Em março, o clube foi impedido de registrar atletas devido a uma pendência relacionada à contratação de Wanderson junto ao Krasnodar, da Rússia. O bloqueio foi retirado após a regularização.

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A recorrência das cobranças aparece em paralelo ao volume de compromissos contabilizados pelo clube. No balanço de 31 de março de 2026, o Inter registrava R$ 95,114 milhões em obrigações com atletas e clubes no circulante. O demonstrativo também trazia valores relacionados a credores por negociações de atletas, sem indicar que todo o montante estivesse vencido.

O problema relatado pela direção nesta semana é de fluxo de caixa. Na manifestação sobre o Midtjylland, o próprio Inter utilizou essa expressão ao explicar por que ainda não havia regularizado a obrigação que levou ao bloqueio da FIFA.

A nova definição financeira coloca a folha do elenco no topo das despesas que o clube pretende preservar. A GZH informa que o pagamento dos salários em dia passou a ser tratado como prioridade enquanto a direção tenta impedir que outras pendências avancem para sanções.

O Inter não informou nesta quarta-feira o valor exato que precisa pagar ao Midtjylland, nem apresentou uma data prevista para a retirada do transfer ban. Também não houve anúncio de acordo concluído com o clube dinamarquês até esta atualização.

A próxima mudança concreta no processo depende de pagamento, acordo reconhecido pelas partes ou retirada da restrição pela FIFA. Até lá, o estágio permanece o mesmo juridicamente — transfer ban ativo —, agora acompanhado de uma definição financeira da direção: não há prazo anunciado para encerrá-lo e a folha salarial ocupa a primeira posição entre as obrigações imediatas do clube.

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