Inter

Inter atrasa parcelas por volante e dívida no exterior vem à tona

Colorado comprou parte dos direitos de Benjamin Arhin, mas pagamentos viraram problema

Continue lendo após o anúncio

O Inter voltou a ter uma pendência financeira exposta, desta vez ligada a uma contratação internacional para a base. O clube atrasou parcelas referentes à compra de Benjamin Arhin, volante ganês adquirido junto ao Dansoman Wise XI, de Gana, em uma operação realizada em 2025.

A informação foi publicada pelo portal GE, que detalhou o cenário envolvendo o jovem jogador. Benjamin foi comprado pelo Inter em uma negociação de cerca de 200 mil euros por 50% dos direitos econômicos. O acordo foi parcelado, mas o Colorado não manteve todos os pagamentos em dia.

O caso chama atenção por envolver um valor relativamente menor em comparação com negociações do futebol profissional, mas ainda assim relevante no contexto financeiro do clube. A dívida expõe mais uma frente de cobrança em uma temporada na qual o Inter já trabalha sob pressão no caixa.

+ Lembra dele? Ex-Inter relembra Milan de Ibrahimovic e revela luta fora do futebol

Continue lendo após o anúncio

Benjamin é um dos jovens que o clube passou a monitorar a partir de uma estratégia de busca por talentos em mercados menos tradicionais. O próprio Inter destacou, em matéria oficial, que o volante foi observado pelo Centro de Análise e Prospecção de Atletas, em movimento ligado ao mercado africano. O Zona Mista também já mostrou que Benjamin ganhou elogios depois de estreia pelo Inter, reforçando a expectativa inicial sobre o jogador.

Pendência financeira expõe bastidor do Inter

O atraso por Benjamin não tem o mesmo tamanho de grandes dívidas do futebol brasileiro, mas tem peso simbólico. O Inter buscou um atleta jovem, de baixo custo e com potencial de valorização. Porém, mesmo uma operação desse perfil acabou gerando pendência com o clube vendedor.

Continue lendo após o anúncio

O ge informou que Benjamin foi adquirido do Dansoman Wise XI, de Gana, e que a compra envolveu metade dos direitos econômicos. A lógica era simples: apostar em um jogador jovem, desenvolvê-lo no Celeiro de Ases e tentar transformar o investimento em retorno técnico ou financeiro no futuro.

A questão é que o atraso nas parcelas cria desgaste. Em negociações internacionais, mesmo valores menores podem afetar relacionamento, credibilidade e margem para futuras operações. Para um clube que tenta ampliar sua capacidade de prospecção fora do Brasil, manter compromissos em dia é parte importante da estratégia.

O tema também conversa com o momento financeiro do Inter. O Zona Mista já havia registrado que o clube mantém cautela no mercado mesmo pressionado na tabela, justamente por limitações no orçamento. A dívida por Benjamin aparece como mais um sinal de que o controle financeiro segue sendo desafio central.

Benjamin ainda é tratado como ativo de futuro

Dentro de campo, Benjamin segue sendo visto como um nome de desenvolvimento. Ele nasceu em Senya Beraku, em Gana, e chegou ao Inter para passar por um processo de adaptação ao futebol brasileiro. A transição envolve idioma, rotina, intensidade de treino e leitura tática.

O clube já havia destacado a primeira relação do volante para o elenco profissional, em outubro de 2025, diante do Bahia. Na época, Benjamin tinha 19 anos e vinha de trajetória no Sub-20, com participação em competições como Gauchão Sub-20, Brasileiro da categoria, Copa São Paulo, Copa Sul Sub-20 e Copa FGF.

A situação financeira não muda, por si só, a avaliação técnica do jogador. Mas coloca pressão sobre a gestão. O Inter precisa mostrar que consegue transformar apostas de mercado em processo sustentável, sem acumular problemas com clubes parceiros.

O Zona Mista também já mostrou que Abel Braga havia revelado trabalho específico do Inter com Benjamin, justamente por se tratar de um atleta jovem, estrangeiro e com necessidade de acompanhamento mais cuidadoso. Essa atenção reforça que o jogador não foi apenas uma chegada aleatória.

O caso agora tem duas frentes. A primeira é administrativa, com a necessidade de resolver a pendência junto ao Dansoman Wise XI. A segunda é esportiva, com Benjamin tentando retomar espaço e justificar o investimento feito pelo clube.

Para a torcida, a notícia pesa porque aparece em meio a outras dificuldades financeiras. O valor da operação não é gigantesco, mas a cobrança ajuda a compor um quadro maior: o Inter tenta reforçar o elenco, precisa organizar pagamentos e ainda convive com compromissos de diferentes naturezas.

Publicidade

Artigos relacionados

Continua depois da propaganda. Parcerias comerciais e publicidades, envie mensagem WhatsApp para 51 99999-8999