
Por pouco, mas muito pouco, Pablo Guiñazu não foi jogador do Grêmio na temporada de 2007, ano de sua chegada a Porto Alegre para vestir as cores do maior rival Inter. Em entrevista concedida nesta semana ao jornalista Duda Garbi, no YouTube, o ex-volante falou abertamente da negociação da época e revelou que um dirigente gremista foi até a sua casa no Paraguai para deixar tudo acertado.
“Teve uma pessoa da direção do Grêmio na época que foi até o Paraguai e bateu na minha porta. Entrou na minha casa e mostrou o interesse do Grêmio para me contratar. Acertamos tudo em 1h30. Salário e tudo mais. Fiquei feliz da vida, por ser grande clube e de grande história. Aí ele foi falar com o presidente do Libertad. De minha parte estava tudo certo”, explicou.
Guiñazu havia chamado a atenção durante a Conmebol Libertadores de 2006, já pelo Libertad, que deu bastante trabalho para o Inter na semifinal da competição.
âEste dirigente se reuniu com o presidente Horacio, do Libertad, comigo junto. O presidente disse que o valor era âxâ. Faltava um pouquinho na proposta do Grêmio. O cara do Grêmio pediu para pensar um dia e o Horacio avisou que se chegasse outro clube com o valor pedido iria me levar. Ele não queria esperar. Tinha time mexicano e argentino querendoâ, ampliou, antes de explicar o âchapéuâ dado pelo Inter:
âFui para casa achando que fecharia com o Grêmio. Meu telefone toca de manhã e o presidente do Libertad me chama: âVem cá que o Inter te comprouâ. Mas eu falei: âPresidente, é o Grêmioâ. Fui lá para a reunião e estava lá o dirigente do Inter, Silvio Silveira, que depois virou meu amigo. E o Inter chegou lá com o valor âxâ que o Libertad queria. Mas, assim, tudo isso em questão de horas. A diferença da proposta do Grêmio era muito pequenaâ.
Com a camisa colorada, Guiñazu virou Ãdolo da torcida e sinônimo de raça pela forma como atuou no clube entre 2007 e 2012. Seus principais tÃtulos foram a Sul-Americana de 2008, a Conmebol Libertadores de 2010 e a Recopa de 2011.









