
O Grêmio entra em campo contra o Corinthians neste sábado, às 17h30, na Arena, com um dado curioso no radar. Segundo levantamento do Gato Mestre, do ge, o time paulista produziu nos últimos cinco jogos o menor nível de ameaça ofensiva entre todos os 20 clubes da Série A. A informação chama atenção porque o rival chega mexido, desfalcado no ataque e pressionado por resultado.
O dado não significa facilidade para o Grêmio. Pelo contrário, serve como alerta para um jogo que pode ser perigoso justamente pelos contrastes. O Corinthians tem sofrido para criar chances claras, mas costuma ser um visitante incômodo em Porto Alegre. Desde 2017, foram oito jogos como visitante contra o Tricolor, com quatro vitórias corintianas, três empates e apenas uma vitória gremista.
A partida também tem peso pela situação do Grêmio. O time de Luís Castro vem de empate em 2×2 com o Montevideo City Torque, resultado que levou o clube aos playoffs da Sul-Americana. No Brasileirão, a missão é vencer para respirar antes da pausa da Copa do Mundo e evitar entrar no período sem jogos sob cobrança ainda maior.
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O levantamento do ge mostra que o Corinthians vive um momento ofensivo de pouca força. Nos últimos cinco jogos, as finalizações do time tiveram potencial estatístico para menos de um gol por partida. O índice de gols esperados do Corinthians nesse recorte foi de 0,78, o pior nível de ameaça recente da Série A.
Grêmio precisa aproveitar momento do rival
A dificuldade ofensiva do Corinthians aparece também nos números como visitante. O time paulista só venceu dois dos últimos 13 jogos fora de casa. No Brasileirão, tem a 12ª campanha como visitante, com uma vitória, quatro empates e três derrotas. O ataque fora de casa marcou seis gols, média de 0,75 por partida.
Ainda assim, há pontos que impedem qualquer leitura simples. A defesa corintiana como visitante tem sido competitiva. O Corinthians tem a quinta melhor defesa fora de casa, com dez gols sofridos, média de 1,25 por jogo. Por isso, o Grêmio pode encontrar um adversário com pouca produção ofensiva, mas capaz de travar o jogo.
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Do lado gremista, os números em casa mostram força, mas também alguma irregularidade. O Grêmio tem a quinta melhor campanha como mandante no Brasileirão, com cinco vitórias, dois empates e uma derrota. O ataque marcou 14 gols em oito jogos, enquanto a defesa sofreu oito. O time não levou gol em três partidas na Arena.
O problema é que a criação também exige melhora. O Gato Mestre aponta que Grêmio e Corinthians estão entre os times que menos conseguem acertar finalizações no campeonato. No agregado dos mandos, o Corinthians tem a menor média de chutes certos por partida, com 3,2, enquanto o Grêmio aparece com a quinta menor, com 3,6.
Outro dado ajuda a explicar essa dificuldade. As duas equipes estão entre as quatro que menos finalizam de dentro da área. O Grêmio é o time que menos faz esse tipo de conclusão, com média de 5,5 por jogo. O Corinthians é o quarto que menos finaliza de dentro da área, com média de 5,9.
Para Luís Castro, o cenário deixa uma mensagem clara. O Grêmio precisa transformar posse e volume em chances mais limpas. Contra o City Torque, o time só melhorou de verdade depois do intervalo e acabou pagando caro pelo início ruim. Diante do Corinthians, a equipe terá de ser mais eficiente desde o começo.
O jogo, portanto, coloca frente a frente duas equipes pressionadas e com problemas de criação. O Corinthians chega com baixo nível de ameaça ofensiva, mas com histórico recente incômodo em Porto Alegre. O Grêmio joga em casa, tem números melhores na Arena e precisa aproveitar a chance para entrar na pausa com menos peso sobre os ombros.


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