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Felipão, do Grêmio, já foi o treinador mais bem pago do mundo

Atual coordenador gremista trocou o Valencia pelo Uzbequistão e liderou o ranking salarial mundial

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Luiz Felipe Scolari ocupa atualmente o cargo de coordenador técnico do Grêmio. Antes de assumir a função nos bastidores, Felipão construiu uma carreira vitoriosa como treinador. Um capítulo pouco lembrado colocou o gaúcho no topo financeiro do futebol mundial. Em 2009, ele deixou o Chelsea e aceitou comandar o Bunyodkor, do Uzbequistão. Naquele período, seus rendimentos superaram os de outros técnicos consagrados.

O destino de Felipão poderia ter sido completamente diferente após a passagem pelo futebol inglês. O treinador estava próximo de assumir o Valencia e viajou para organizar sua mudança à Espanha. Ele chegou a escolher uma residência para viver durante o trabalho no clube espanhol. Entretanto, uma condição apresentada pelo Chelsea modificou os planos do pentacampeão mundial. Permanecer na Europa poderia impedir o recebimento integral dos valores da rescisão.

Diante desse cenário, Felipão passou a considerar propostas de outros continentes. O Bunyodkor surgiu com um projeto ambicioso e ofereceu condições financeiras muito superiores. A mudança também garantia o recebimento dos valores pendentes do contrato com o Chelsea. O brasileiro aceitou o desafio e se transferiu para o futebol do Uzbequistão. A escolha transformou completamente o caminho planejado depois da Inglaterra.

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Estava quase acertado com o Valencia. Até viajei e escolhi casa, mas o Chelsea disse que, se eu permanecesse na Europa, o contrato não seria rescindido, mas encerrado, sem o acerto de pagamentos. Poderia voltar ao Brasil ou ir a outro lado que seria honrado. Fui ao Uzbequistão e recebi praticamente duas vezes. Ganhava até mais do que no Chelsea”, relatou Felipão ao ge.

Felipão recebeu valores do Bunyodkor e do Chelsea

O contrato com o Bunyodkor previa 13 milhões de euros por 18 meses de trabalho. A quantia correspondia a aproximadamente 8,6 milhões de euros por temporada. Felipão também tinha cerca de 8 milhões de euros relacionados à rescisão com o Chelsea. Somados, os rendimentos alcançavam 16,6 milhões de euros anuais. Na cotação divulgada em 2009, o total equivalia a R$ 42,7 milhões por temporada.

Um levantamento publicado pelo jornal catalão Sport colocou Felipão na liderança salarial entre os treinadores. José Mourinho aparecia na segunda colocação, recebendo 11 milhões de euros anuais na Inter de Milão. Fábio Capello, Alex Ferguson, Carlo Ancelotti e Arsène Wenger também integravam a relação. O brasileiro ficou acima dos principais nomes do futebol mundial naquele momento. A liderança considerava os valores do Bunyodkor e da rescisão com o Chelsea.

Confira abaixo a lista dos técnicos mais bem pagos do mundo, na época:

1. Luiz Felipe Scolari – Bunyodkor – € 16,6 milhões
2. José Mourinho – Inter de Milão – € 11 milhões
3. Fábio Capello – Seleção da Inglaterra – € 8,8 milhões
4. Alex Ferguson – Manchester United – € 7 milhões
5. Roberto Mancini – sem clube (ex-Inter) – € 6 milhões
6. Carlo Ancelotti – Chelsea – € 6 milhões
7. Manuel Pellegrini – Real Madrid – € 5,5 milhões
8. Van Gaal – Bayern de Munique – € 5,2 milhões
9. Guus Hiddink – Seleção da Rússia – € 5 milhões
10. Arsene Wenger – Arsenal – € 4,8 milhões

A experiência no Uzbequistão também apresentou resultados esportivos expressivos para o atual coordenador do Grêmio. Segundo Felipão, foram 32 partidas, com 28 vitórias e quatro empates. O treinador conquistou o campeonato nacional de 2009 com uma campanha invicta. O elenco contava com Rivaldo e outros jogadores brasileiros. O projeto buscava transformar o Bunyodkor em uma potência do continente asiático.

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Antes da chegada de Felipão, o clube havia contratado Zico para comandar a equipe. O Bunyodkor também tentou convencer Samuel Eto’o a atuar no país. A proximidade com o Barcelona rendeu ao projeto o apelido de “Barcelona Asiático”. Mesmo com os investimentos, o principal objetivo continental não foi alcançado. A equipe caiu nas quartas de final da Liga dos Campeões da Ásia em 2009.

A história ganhou novamente destaque com a primeira classificação do Uzbequistão para uma Copa do Mundo. A seleção disputará o Mundial de 2026 após décadas tentando alcançar o torneio. Felipão participou de um período de grandes investimentos no futebol local. O trabalho ajudou a ampliar a visibilidade do país no cenário internacional. Atualmente, aos 77 anos, ele trabalha diretamente no departamento de futebol do Grêmio.

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