
O Inter atravessa um momento de reação dentro de campo, mas ainda convive com uma pressão importante fora dele. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, o vice-presidente Victor Grunberg confirmou que salários e direitos de imagem estão em dia, mas não escondeu a dificuldade financeira do clube. A fala recoloca o mercado no centro da pauta colorada, principalmente pela necessidade de vender atletas ao longo de 2026.
O dirigente afirmou que o Inter reduziu o endividamento em R$ 40 milhões no último ano. Ainda assim, a avaliação interna é de que o número não resolve o problema estrutural do clube. A direção trabalha com a necessidade de gerar receitas maiores, especialmente por meio de negociações de jogadores. A meta citada nos bastidores é chegar perto de R$ 200 milhões em vendas no exercício de 2026.
O cenário chama atenção porque acontece em uma fase de crescimento esportivo do time de Paulo Pezzolano. O Inter vem de goleada por 4×1 sobre o Vasco, no Beira-Rio, e tenta confirmar a reação no Brasileirão. O próximo compromisso será contra o Vitória, fora de casa, em jogo que já ganhou peso por causa de desfalques e mudanças no ataque colorado. O Zona Mista já mostrou que o treinador vive um ano de reconstrução no clube em Pezzolano define objetivo do Inter no Brasileirão.
“Não há proposta por ninguém neste momento”, explicou Victor Grunberg. “Não existe a intenção de deixar um problema para a próxima gestão. O clube recebeu dívidas e também entregará dívidas, mas com planejamento e organização”.
Inter equilibra venda de jogadores e busca por reforços
A contradição é justamente o ponto mais sensível da notícia. O Inter precisa vender, mas também avalia contratações para melhorar o elenco. A direção observa o mercado em busca de zagueiros e atacante, setores tratados como importantes para a sequência da temporada. Até aqui, seis reforços chegaram ao clube em 2026, mas a comissão técnica entende que ainda há espaço para qualificar o grupo.
O perfil buscado é de jogador com capacidade de entrar e competir por vaga. A ideia não é apenas aumentar número de alternativas, mas encontrar peças que possam responder rapidamente. A janela do meio do ano, por isso, vira ponto estratégico para a direção. O desafio será contratar sem comprometer ainda mais o fluxo de caixa.
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Dentro do elenco, a necessidade de ajuste também passa por saídas. Casos como o de Richard mostram que o clube tenta reorganizar o grupo e abrir espaço na folha. O volante está fora dos planos esportivos de Paulo Pezzolano, como o Zona Mista detalhou em situação do volante Richard no elenco do Inter. Esse tipo de movimento pode ajudar a reduzir custos e facilitar novas escolhas.
“Temos uma meta de vendas a ser cumprida ao longo do exercício, mas também existe o interesse em trazer peças para qualificar o elenco na janela do meio do ano”, acrescentou o dirigente.
A pressão financeira não impede o Inter de olhar para frente, mas deixa a margem de erro menor. Uma venda importante pode aliviar o caixa, porém também pode mexer no desempenho do time em um momento de retomada. Por isso, o clube tenta conduzir o processo sem transformar necessidade financeira em desmanche esportivo.
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