
Cria da base do Inter e participante de elencos vitoriosos do clube, como no título da Sul-Americana de 2008, Danny Morais olha para trás com muito carinho por tudo que viveu no Beira-Rio e mantém gratidão intacta até hoje. Ainda que, ao jornalista Duda Garbi em nova entrevista, ele tenha lembrado de um episódio não muito positivo na sua saída.
“Eu consegui o crescimento, mas tem erros meus em campo, óbvio, mas os erros de jogador da base são potencializados. Aí eu voltava para o final da fila. Aí eu cansei. Eu tive uma ou duas vezes para ser vendido e não aconteceu. Não teve um motivo assim ‘foi por isso’. Em 2010, o Inter contratou muita gente e aí eu queria rodar. Eu quase fui para o Flamengo. Eles vieram através do Álvaro, zagueiro, que jogou com a gente no Inter. Mas o Inter tinha uma cláusula de não liberar para os times que estivessem na Conmebol Libertadores. Se pintasse outra coisa eu iria, aí veio o Botafogo. E fui”, iniciou Danny.
Depois de fazer um bom 2010 pelo Botafogo, Danny Morais achou que voltaria a ser utilizado no elenco principal do Inter de 2011, mas acabou sendo afastado e indo treinar em separado. Chateado, abriu mão do restante do contrato para viver sua carreira em outros clubes como Bahia e Santa Cruz, por exemplo.
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“A única coisa que me chateou no Inter foi ali. Vou pro Botafogo, a gente faz um bom campeonato, acaba em 6°, campeões estaduais também. Fiz um ano legal, mas por empréstimo. O Inter foi campeão da Conmebol Libertadores novamente e depois perde no Mundial. O Botafogo queria que eu ficasse, mas não tinha dinheiro. Aí eu volto para o Inter com o grupo que se apresentava antes, que não tinha viajado para o Mundial. Beleza, achei que eu seria reincorporado com o elenco, mas não, me botaram no pacote com outros jogadores que não iam ser mais usados. Aquilo me chateou. Tentei questionar, mas não obtive resposta. Fiquei treinando em separado. Fui um cara criado no Inter e aquilo me incomodou. Aí fui embora. Não quis mais ser emprestado. Abri mão do resto do contrato e optei por sair”, acrescentou Danny.
“Hoje eu adoro o Inter. Isso que aconteceu é passado. Às vezes, são pessoas. Tenho amigos lá, vou lá. A relação hoje é de ser grato por todo o caminho que eu trilhei lá dentro e pela formação que o Inter me deu”, finalizou o ex-zagueiro.









