Johan Carbonero reforçou sua condição de principal goleador do Inter no atual Brasileirão ao marcar o gol da vitória por 2×1 sobre a Chapecoense. O colombiano aproveitou uma falha na saída de bola da equipe catarinense, recuperou a posse e finalizou por baixo do goleiro Anderson para definir o resultado na Arena Condá, encerrando uma sequência de dez rodadas sem triunfo colorado na competição.
Como marcou mais uma vez diante da Chapecoense, o atacante passou a sete e ampliou a vantagem na artilharia do Inter dentro da competição nacional. Alan Patrick e Bernabei, com quatro cada antes da rodada, apareciam entre os jogadores mais próximos do colombiano no elenco.
Ainda depois do apito final, Carbonero tratou a vitória como resultado da resistência do grupo em um período de forte pressão. O atacante também incluiu as famílias dos jogadores ao falar sobre o impacto causado pela sequência negativa e o alívio proporcionado pelos três pontos conquistados em Chapecó.
“Eu acho que essa vitória é da equipe, da resistência que tivemos, tanto nós como nossa família. Estou feliz por isso”, afirmou Carbonero.
Carbonero admite desconforto, mas coloca necessidade do Inter acima da preferência
Mais tarde, já na zona mista da Arena Condá, Carbonero foi questionado se havia feito sua melhor partida desde a retomada do calendário após a Copa do Mundo. O colombiano discordou dessa leitura e sustentou que já vinha conseguindo boas atuações, mesmo em jogos nos quais o resultado coletivo não acompanhava o desempenho. Para ele, a diferença em Chapecó esteve principalmente na eficiência apresentada pelo Inter.
“Eu tenho boas partidas. O que acontece é que os resultados não nos acompanham. Erros, sim, mas eu tento, sempre sou um dos que mais tenta. Se tentar, pode errar. Graças a Deus, hoje chegamos pouco e fomos mais efetivos”, disse Carbonero.
O atacante também comparou o confronto com partidas anteriores em que o Inter conseguiu chegar mais vezes ao ataque, mas não transformou o volume em gols. Desta vez, mesmo atuando de maneira mais reativa e oferecendo menos espaços à Chapecoense, a equipe aproveitou as oportunidades que apareceram e sustentou a vantagem até o fim.
Questionado diretamente se se sente mais confortável em um modelo de bloco baixo, com prioridade defensiva e espaço para acelerar nas transições, Carbonero fez uma admissão. A preferência individual, segundo ele, precisa ficar em segundo plano diante da situação vivida pelo Inter e da estratégia que tem oferecido melhores respostas ao time.
“Na verdade, se sou sincero, não me sinto cômodo, mas é o que requer hoje a equipe. Isso é o que está dando resultado à equipe, então tudo se adapta à equipe. Não é a equipe que se adapta a nós”, explicou Carbonero.
O número de gols ganha ainda mais relevância pelo contexto do setor ofensivo. O Inter negociou Rafael Borré com o River Plate no meio da temporada e precisou reorganizar o ataque com diferentes peças. Carbonero permaneceu como uma das principais alternativas de velocidade e passou a carregar também maior peso na definição das jogadas.
A discussão sobre uma eventual saída do colombiano já havia surgido anteriormente, em um período no qual a importância esportiva de Carbonero foi destacada diante do interesse do mercado. A sequência posterior reforçou o tamanho de sua participação em um time que ainda tenta encontrar estabilidade ofensiva e precisa somar pontos para deixar a zona de rebaixamento.
A vitória em Chapecó levou o Inter aos 28 pontos, mas não retirou o clube do Z-4 pelos critérios de desempate. Para Carbonero, porém, a noite acrescentou mais um gol à campanha pessoal e reforçou o protagonismo justamente no momento de maior pressão da temporada. O próximo compromisso colorado será diante do São Paulo, sábado, dia 19, às 21h, fora de casa, pelo Brasileirão.










