Paulo Pezzolano tratou com naturalidade a possibilidade de o Inter ter procurado outros treinadores durante o período de maior pressão sobre o seu trabalho. Depois da vitória por 2×1 sobre a Chapecoense, na Arena Condá, o uruguaio foi questionado sobre as informações de contatos feitos pela direção enquanto o Colorado acumulava dez rodadas sem vencer pelo Brasileirão. O treinador deixou claro, porém, que não sabe se todos os movimentos relatados efetivamente aconteceram.
A resposta chamou atenção pela maneira como Pezzolano separou o trabalho da direção da sua própria obrigação dentro do clube. Em vez de demonstrar irritação com a hipótese de uma troca de comando, ele afirmou entender que dirigentes precisam estar preparados para diferentes cenários ao longo da temporada.
“Se procura um treinador, é normal. Tem que procurar um treinador. Ele pode esperar me demitir para trazer outro treinador? Ele tem que estar procurando. Eu não fico nervoso porque está procurando. Eu necessito ganhar o próximo jogo”, afirmou Pezzolano.
Pezzolano fala sobre o bastidor do Inter
O tema ganhou força na última semana, quando foi noticiado que a direção havia realizado uma sondagem informal com Eduardo Coudet. Naquele momento, Pezzolano recebia respaldo público do departamento de futebol, apesar da pressão crescente depois dos resultados negativos.
Antes da partida em Chapecó, o executivo Fabinho Soldado também havia confirmado a manutenção do treinador e defendido a continuidade do trabalho. Pezzolano evitou, na entrevista deste sábado, validar como fato todos os bastidores que circularam durante a semana e fez questão de preservar essa diferença.
“Não sei se o fizeram ou não. Se o fizeram, acho que não, mas, se o fizeram, está bem. Tem que ser do trabalho também. Isso para mim fica zero problema”, acrescentou.
A vitória sobre a Chapecoense diminuiu a pressão imediata depois da longa sequência sem triunfos, mas não mudou o discurso de Pezzolano sobre a própria situação. O treinador repetiu mais de uma vez que precisa voltar a vencer no compromisso seguinte e evitou tratar o resultado na Arena Condá como uma solução definitiva. O triunfo por 2×1 que encerrou o jejum no Brasileirão passou a ser encarado apenas como o primeiro passo de uma reação que ainda precisa ganhar sequência.









