Caíque diz que saía de casa de madrugada para iniciar resgates: “Vi crianças chorando”

Grêmio divulgou nesta sexta-feira uma entrevista do seu goleiro, que ajudou a salvar vidas na enchente

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No primeiro dia de trabalho no CT do Corinthians, em São Paulo, o Grêmio divulgou uma entrevista do goleiro Caíque, que ficou marcado pela ajuda que deu nos resgates de pessoas e animais atingidos pela maior enchente da história do Rio Grande do Sul. O atleta contou que saía de casa às 5h da manhã para encontrar amigos e ajudar nos salvamentos, permanecendo na rua até cerca de meia-noite. Emocionado, o jogador se comoveu ao lembrar de crianças chorando e pessoas pedindo socorro no telhado de suas casas:

Caíque conta o começo da enchente em Porto Alegre e região

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A gente vinha numa sequência de quase uma semana com jogos fora de Porto Alegre. No dia 1° a gente chegou, no dia 2 a gente treinou e a partir do dia 3 começamos a viver essa catástrofe enorme que o Rio Grande do Sul está passando ainda. Superou a enchente de 1941. Foi um momento muito complicado para nós como seres humanos. A gente não está falando como atleta, não agimos como atleta. Eu vivi com tristeza esse momento de ajudar as pessoas que estavam precisando, porque não imaginava como estava a situação. Eu via pelas redes sociais, mas não imaginava a situação desse acontecimento

Caíque e amigos foram para a água resgatar vidas

Com alguns amigos, começamos a dar apoio e ajudar de alguma forma as pessoas nos resgates. Muitas cenas doloridas, vendo o sofrimento daquele povo, crianças chorando, idosos… pessoas que tiveram o seu sonho acabado. A gente pegou um senhor que foi contando que tinha acabado de reformar a casa dele e quando pegamos os documentos dele ele entrou em desespero, porque viu a casa daquele jeito. Para mim, tudo isso me machucou muito

A rotina de Caíque nas últimas semanas

Crianças chorando pelas janelas de casa, pessoas no telhado, pessoas pedindo socorro. Isso doeu. Eu não quis falar como atleta naquele momento e só quis ajudar da melhor forma como ser humano. Independente de onde eu estiver, eu vou fazer tudo para ajudar. É uma dor de um sonho levado pela água e pela lama. Agora é reconstruir. Essa é a palavra para o Rio Grande do Sul. Fiquei feliz de poder ajudar desta forma. Eu saía de casa às 5 da manhã e chegava meia-noite. Só tomava um banho, comia uma coisa e já voltava para rua. Eu via o sofrimento das pessoas e não podia ficar em casa olhando tudo isso

A entrevista de Caíque

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