O Botafogo formalizou nesta segunda-feira uma representação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra Alexandre Leitão, CEO do Grêmio. A medida é consequência das declarações do dirigente gremista depois da derrota por 3×2 no Rio de Janeiro, quando chamou o clube carioca de “time de picaretas” em uma publicação nas redes sociais.
O caso muda de estágio em relação ao que havia acontecido imediatamente depois da partida. Na ocasião, o Zona Mista mostrou que o Botafogo havia anunciado que adotaria medidas contra Alex Leitão. Agora, a representação foi efetivamente protocolada no tribunal esportivo.
Botafogo cita artigo do CBJD em representação contra CEO do Grêmio
O Botafogo argumenta no documento que Alexandre Leitão ultrapassou os limites de uma manifestação de descontentamento após a partida. O clube carioca sustenta que a conduta pode ser enquadrada no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, relacionado a ofensa à honra em fato ligado ao esporte.
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A declaração do dirigente aconteceu depois de uma partida marcada por reclamações gremistas contra a arbitragem. O Grêmio chegou a empatar nos acréscimos, mas o gol de Carlos Vinícius foi anulado pelo sistema semiautomático de impedimento. Posteriormente, a CBF informou que a irregularidade apontada pela tecnologia foi de um centímetro. O Zona Mista detalhou a derrota para o Botafogo e o gol anulado no fim.
A representação não significa que Alexandre Leitão já tenha sido punido. O novo fato é a formalização da medida no STJD. A partir de agora, será necessário acompanhar os próximos atos do tribunal para saber se o caso resultará em denúncia e eventual julgamento.
A movimentação ocorre justamente no início da Data FIFA, período em que o Grêmio tenta reorganizar o ambiente sob o comando de Renato Portaluppi. Enquanto o trabalho de campo será retomado nesta quinta-feira, o episódio ocorrido no Rio de Janeiro passa a ter também um desdobramento no âmbito disciplinar.









