A utilização de três zagueiros no empate em 0x0 com o Palmeiras não representa necessariamente o novo esquema definitivo do Grêmio. Renato Portaluppi explicou depois da partida que a formação foi montada especificamente para combater características do adversário e avisou que pretende preparar o elenco para atuar de diferentes maneiras.
Balbuena, Gustavo Martins e Wallace começaram juntos na defesa. Na visão de Renato, a presença dos três era importante para equilibrar especialmente o jogo aéreo palmeirense, considerado pelo treinador uma das principais armas da equipe adversária.
“O meu momento foi por causa do Palmeiras. O Palmeiras vinha jogando inclusive com três zagueiros. Eu procurei colocar três zagueiros para a gente espelhar o time deles. O Abel mudou, colocou dois zagueiros, mas como eu já havia treinado com três zagueiros, mantive”, explicou.
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Bola aérea pesou na escolha de Renato
A preocupação não estava restrita ao desenho tático. Renato avaliou individualmente a estatura e a capacidade do Palmeiras nas jogadas pelo alto e concluiu que atuar apenas com dois defensores poderia oferecer uma vantagem importante ao adversário.
O Grêmio enfrentou jogadores fortes nesse fundamento, como Gustavo Gómez, Flaco López e outros atletas de boa presença física. Por isso, Renato entendeu que precisaria aumentar o número de jogadores capazes de competir pelo alto.
“Se eu tivesse jogado com dois zagueiros e eles viessem com três, eu teria dois jogadores altos só, os meus dois zagueiros. O Palmeiras ia levar vantagem sobre a gente. Por isso eu coloquei um esquema diferente com três zagueiros”, afirmou.
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Mesmo com o Palmeiras criando chances e acertando o travessão durante a partida, o Grêmio terminou o confronto sem sofrer gols. O goleiro Weverton também teve participação decisiva no resultado.
Renato quer Grêmio preparado para mudar durante os jogos
A pausa no calendário será utilizada para ampliar o repertório da equipe. Renato afirmou que não quer ficar dependente de uma única estrutura e pretende trabalhar alternativas que possam ser utilizadas de acordo com adversário, local da partida e necessidade apresentada durante os 90 minutos.
“Eu sempre falo: quem tem um plano só não tem nenhum. É importante você ter um plano A, um plano B, até o C, se possível. É para isso que a gente vai treinar nesses dias”, declarou.
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A ideia não envolve apenas mudar de uma partida para outra. Renato quer que o Grêmio tenha capacidade de alterar sua organização dentro do próprio jogo sem que os atletas precisem receber longas instruções para se adaptar.
“Durante uma partida eu posso mudar o esquema, posso começar com um esquema e mudar. E os jogadores com certeza vão estar adaptados”, acrescentou.
O treinador terá uma oportunidade rara para desenvolver essas ideias. Depois do 0x0, a programação foi modificada para aumentar o número de treinamentos. A folga prevista anteriormente caiu de cinco para três dias, e haverá atividades em dois turnos.
A formação utilizada contra o Palmeiras, portanto, passa a ser uma das alternativas de Renato, e não uma garantia de desenho permanente. O próximo adversário e o rendimento nos treinamentos ajudarão a definir qual sistema será utilizado quando o Grêmio voltar a campo. No dia 7, fora de casa, após a Data FIFA, o rival será o Remo.









