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Luís Castro exige pagamento à vista e Odorico contesta cifra no Grêmio

Grêmio precisa negociar a quitação com o português, cuja rescisão gira em torno de R$ 30 milhões

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A rescisão de Luís Castro ainda representa um problema financeiro a ser resolvido pelo Grêmio. A obrigação pela interrupção antecipada do contrato gira em torno de R$ 30 milhões, mas o treinador português não aceita receber o montante de forma parcelada e cobra que a quitação seja feita à vista, conforme a condição estabelecida no vínculo entre as partes.

O Grêmio tenta encontrar uma composição para aliviar o impacto imediato no caixa, mas, neste momento, não há acordo para dividir o pagamento. A situação voltou ao debate depois do empate em 0x0 com o Palmeiras, quando o presidente Odorico Roman Júnior foi questionado sobre a rescisão e contestou uma cifra que vinha sendo divulgada nos últimos dias.

Também há divergências nas informações sobre as cifras da rescisão. Um valor de cerca de R$ 35 milhões chegou a ser divulgado, enquanto a apuração anterior trabalhava com aproximadamente R$ 30 milhões. Odorico não revelou qual número considera incorreto e também não informou publicamente o valor exato da obrigação. Por isso, sua manifestação não pode ser interpretada como uma negativa específica aos cerca de R$ 30 milhões já apurados anteriormente.

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“A multa do Luís Castro com o Grêmio é um contrato privado com cláusula de confidencialidade. O que eu posso dizer para vocês é que o valor que está sendo divulgado não é verdadeiro. Esse valor não é esse”, afirmou o presidente. Odorico Roman Jr

Luís Castro não aceita parcelamento do Grêmio

A forma de pagamento se torna um ponto tão importante quanto o próprio valor. O Grêmio tem interesse em negociar condições para a quitação, mas Luís Castro não aceita o parcelamento e pretende receber à vista aquilo que lhe é devido pela interrupção do contrato.

O vínculo do português iria até dezembro de 2027. Como a demissão partiu do clube, a obrigação financeira é calculada a partir dos valores restantes previstos até o encerramento do acordo. A estimativa trabalhada desde a saída do treinador fica na casa dos R$ 30 milhões.

Uma cifra de aproximadamente R$ 35 milhões também passou a circular em diferentes veículos nos dias seguintes à demissão. Odorico contestou o valor que estava sendo divulgado, porém não disse durante a entrevista qual número estava rejeitando. Dessa forma, não é correto atribuir ao presidente uma negativa nominal aos R$ 30 milhões ou aos R$ 35 milhões.

O Zona Mista já havia mostrado o valor projetado para a rescisão de Luís Castro logo após a decisão da direção de interromper o trabalho.

Representantes ainda precisam acertar a quitação

Questionado sobre os próximos passos, Odorico confirmou que o assunto seguirá sendo discutido pelos representantes do clube e do treinador.

“As partes vão conversar através dos seus representantes para resolver isso”, acrescentou.

A negociação, portanto, não diz respeito apenas à confirmação do montante. O Grêmio precisa encontrar uma maneira de cumprir uma obrigação elevada sem o parcelamento desejado pela direção, enquanto o lado de Luís Castro mantém a posição de receber integralmente à vista.

Essa condição aumenta a pressão financeira sobre o clube. Em vez de diluir o compromisso ao longo dos meses restantes do antigo contrato, o Grêmio precisa buscar uma solução de caixa para uma quitação imediata ou convencer o treinador e seus representantes a aceitar uma condição diferente. Até agora, essa flexibilização não ocorreu.

Odorico defende contrato feito com Luís Castro

Odorico também foi questionado sobre a decisão de assinar originalmente um contrato de dois anos com o português. O presidente defendeu a avaliação realizada pelo clube no momento da contratação e lembrou que havia expectativa positiva em torno do trabalho.

“Quando nós contratamos o Luís Castro, houve unanimidade sobre o acerto da contratação dele. Todos os comentaristas, analistas, festejaram a vinda do Luís Castro, e mesmo alguns que no primeiro momento criticaram logo se renderam e entenderam que o Grêmio tinha acertado”, afirmou o presidente do Grêmio.

O dirigente sustentou ainda que o formato do vínculo resultou das condições negociadas entre as duas partes.

“Quando se negocia um contrato, são feitas as exigências de parte a parte. Naquele momento era aquela forma de fechar. Nós entendemos que o Luís Castro poderia fazer um grande trabalho no Grêmio e infelizmente as coisas aconteceram e chegamos ao momento de precisarmos dessa troca”, acrescentou.

Luís Castro foi demitido no dia 13 de setembro, depois da derrota por 2×1 para o Vasco na Arena. Renato Portaluppi assumiu o comando e já fez sua estreia oficial nesta quinta passagem, no empate sem gols com o Palmeiras.

Agora, enquanto Renato conduz a tentativa de reação dentro de campo, a direção precisa solucionar fora dele uma das consequências mais caras da mudança: uma rescisão próxima de R$ 30 milhões, com exigência de pagamento à vista e, até o momento, sem acordo para parcelamento.

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