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Baldasso reconhece mérito do Grêmio e faz alerta duro ao Inter antes do Santos

Comunicador analisou a eliminação, criticou Pezzolano e colocou o próximo jogo em condição decisiva

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O jornalista e colorado Fabiano Baldasso reconheceu a superioridade do Grêmio na classificação para a semifinal da Copa do Brasil e, ao mesmo tempo, projetou um cenário extremamente pesado para o Inter antes do jogo de domingo contra o Santos. Depois da derrota colorada por 3×1 na Arena, o jornalista afirmou que o rival avançou com méritos e entende que um novo tropeço pode transformar a situação de Paulo Pezzolano em algo insustentável.

A análise ocorreu dentro de uma crítica dura às escolhas feitas pelo treinador nos dois Gre-Nais. Baldasso, que durante boa parte da temporada defendeu Pezzolano, disse considerar imperdoável a estratégia da partida de volta e voltou especialmente à ausência de Vitinho e Carbonero da formação inicial. Para ele, o Inter deveria ter utilizado uma postura mais fechada e apostado na velocidade para explorar os espaços do Grêmio.

“Eu sempre fui um defensor, porque ele encontrou soluções, mas ele não consegue seguir com as soluções que ele mesmo encontra. A estratégia de Paulo Pezzolano no Gre-Nal de hoje é imperdoável. Imperdoável. O que ele fez hoje, não há perdão. Ele entregou uma classificação. A sorte poderia ser diferente. Aliás, não foi só hoje. O Paulo Pezzolano destruiu o time do Inter em estratégia nos dois Gre-Nais. No primeiro Gre-Nal, ele não botou o Bruno Henrique e o Alan Patrick. Não botou esses dois jogadores e entregou o meio-campo para o Grêmio, poderia ter vencido o jogo. E hoje eu tenho certeza que a sorte poderia ser diferente se ele tivesse jogado daquela forma que eu falei”, afirmou Baldasso.

Mesmo atribuindo parte importante da eliminação aos erros colorados, o comunicador rejeitou usar esse argumento para diminuir a classificação do adversário. Baldasso foi explícito ao reconhecer que o Grêmio fez aquilo que precisava para aproveitar as fragilidades encontradas.

“Não porque o time do Inter é muito bom, é que o Grêmio é ruim. Se tivesse usado a estratégia correta, teria ganhado o jogo, teria passado, mas eu não vou ficar nessa agora porque aí seria mais um constrangimento. O Grêmio passou na bola, o Grêmio passou na bola. O Grêmio não tem culpa de ter se aproveitado da ruindade dos meus jogadores e da burrice do meu treinador. O Grêmio fez o certo, o Grêmio está na semifinal da Copa do Brasil com méritos e a gente, com todos os deméritos possíveis e imagináveis, fica agora amargurando mais uma ferida, mais uma ferida, mais uma ferida aberta por essa direção”, completou.

Baldasso coloca o Santos como novo limite

A crítica não terminou no Gre-Nal. Baldasso disse acreditar que a direção poderia optar por manter Pezzolano até o compromisso seguinte, hipótese que acabou sendo confirmada posteriormente por Alessandro Barcellos. O presidente anunciou que o treinador seguirá no comando do Inter para enfrentar o Santos.

“Eu até acho que ele não vai ser demitido. Deveria. Eu acho que vão esperar o jogo contra o Santos, em que, se ele não ganhar, aí sim ele seria demitido e começaria a encaminhar o Inter para, sei lá, para a Série B, porque, sendo como é, eu não tenho segurança nenhuma de que vai ganhar contra o Santos”, afirmou Baldasso.

Em outro momento do mesmo desabafo, o comunicador aumentou ainda mais o peso de domingo. “Se o Inter não ganhar do Santos no final de semana, eu acho que já caiu”, declarou. A frase representa a avaliação de Baldasso sobre o cenário esportivo e não uma situação matemática do Campeonato Brasileiro, que ainda terá 13 partidas para o Colorado depois da eliminação na Copa do Brasil.

A combinação das duas manifestações cria um novo ponto de pressão. Pezzolano foi mantido pela direção, o próprio treinador afirmou que Inter x Santos passa a ser o jogo mais importante do ano e Baldasso acredita que um novo resultado negativo pode encerrar definitivamente a sustentação do trabalho. O Beira-Rio será, portanto, o primeiro palco da tentativa de reconstrução depois da derrota para o maior rival.

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