InícioGrêmioCopa do Brasil

Luís Castro revela o que Diego Caito enfrentou para jogar Gre-Nal pelo Grêmio

Lateral voltou ao time mesmo depois do problema no ombro sofrido no primeiro clássico

Continue lendo após o anúncio

A presença de Diego Caito na vitória do Grêmio por 3×1 sobre o Inter teve um grau de sacrifício maior do que se conhecia até o fim do Gre-Nal 454. Depois da classificação para a semifinal da Copa do Brasil, Luís Castro revelou que, em uma situação considerada normal pelo treinador, o lateral-direito permaneceria entre três e quatro semanas afastado antes de iniciar uma volta gradual aos treinamentos.

Caito havia sofrido o problema no ombro durante o empate por 0x0 no primeiro Gre-Nal das quartas de final, no Beira-Rio. Na ocasião, caiu com força no gramado, demonstrou dores, recebeu atendimento e conseguiu continuar na partida com uma bandagem na região. Depois disso, precisou de cuidados específicos para conseguir retornar justamente no confronto que definiria a vaga.

Ao detalhar a preparação para a partida da Arena, Castro contou que Caito treinou somente na véspera e mesmo assim foi utilizado desde o começo. O português relacionou a decisão às exigências de uma profissão na qual, em determinados momentos, os jogadores acabam atuando antes daquilo que seria o caminho ideal de recuperação.

“Diego Caito jogou debaixo de muito sacrifício. Treinou ontem e hoje jogou. É assim, é a vida de quem anda nesta profissão. Tem que se sacrificar muitas vezes para além daquilo que nós achamos que é o normal. O normal era estar três a quatro semanas parado, à espera que consolidasse toda aquela zona a nível ligamentar, para depois de estar consolidado voltar gradualmente ao treino. Mas a vida não permite isso. No futebol, a vida é para andar debaixo daquilo que tiver de ser, e hoje teve que ser, e ele foi”, afirmou Luís Castro. Luís Castro

Período citado por Castro chama atenção no Grêmio

Os “três a quatro semanas” mencionados pelo treinador não foram apresentados como um novo prazo médico a ser cumprido a partir de agora. Castro utilizou o período para explicar aquilo que consideraria o processo normal antes de uma retomada gradual, em contraste com o caminho acelerado adotado para que Diego Caito pudesse participar do Gre-Nal decisivo.

O técnico também não anunciou um novo diagnóstico nem afirmou que tenha ocorrido agravamento do problema. A referência feita por Castro foi à necessidade de consolidação da região “a nível ligamentar”, enquanto a informação conhecida desde o primeiro clássico é de que o jogador vinha sendo acompanhado por causa do problema no ombro. A condição física de Caito, portanto, seguirá dependendo das avaliações realizadas pelo departamento de saúde do clube.

A decisão de utilizá-lo ganha ainda mais peso pelo contexto esportivo. Caito voltou diretamente para um clássico eliminatório, diante de uma Arena lotada, e integrou a formação que abriu 2×0 ainda no primeiro tempo e terminou vencendo por 3×1. O lateral vem ganhando espaço desde sua chegada ao Grêmio no meio da temporada e se tornou uma alternativa natural para uma posição que também vinha sendo ocupada por Pavón.

Depois da classificação, a atenção passa a estar na recuperação do jogador para a sequência do calendário. A revelação de Castro mostra que o retorno ao Gre-Nal não aconteceu depois de uma preparação convencional e coloca a condição de Caito novamente entre os pontos a serem acompanhados antes dos próximos compromissos do Grêmio.

Publicidade

Artigos relacionados

Continua depois da propaganda. Parcerias comerciais e publicidades, envie mensagem WhatsApp para 51 99999-8999