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André Lima lembra 2016 e repercute “efeito borboleta” que Weverton causou no Grêmio

Ex-centroavante concedeu nova entrevista ao jornalista Duda Garbi no YouTube

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Identificado com o Grêmio e autor do primeiro gol da história da Arena, André Lima experimentou o outro lado da moeda e virou rival em jogo decisivo até hoje lembrado no ano de 2016. Vestindo a camisa do Athletico, ele fez o gol paranaense dentro de Porto Alegre na volta das oitavas de final da Copa do Brasil, mas se frustrou posteriormente com o resultado dos pênaltis.

Quis o destino que o hoje goleiro gremista Weverton, então capitão e ídolo do Athletico, errasse uma cobrança decisiva que, se entrasse, eliminaria o Grêmio do campeonato que, posteriormente, representou o fim do jejum de 15 anos de grandes títulos. Na sequência, o Tricolor, treinado por Renato Portaluppi, bateria Palmeiras, Cruzeiro e Atlético-MG para ficar com a taça.

“A gente sabia das dificuldades do jogo. Nós tínhamos perdido de 1×0 a ida em casa. O time do Grêmio era muito qualificado, mas tínhamos um time que não era badalado, mas bem certinho e bem treinado. Poderíamos surpreender o Grêmio e foi o que acabou acontecendo. O gol veio de uma infelicidade do Marcelo Grohe e ele rebateu no pé da pessoa errada (risos). É o meu trabalho, não tem como. Obviamente, com todo respeito ao Grêmio. Se eu tivesse que fazer 5 gols, eu faria. Poderíamos até vencer o jogo e fazer mais um gol, porque eles teriam que sair para o jogo para evitar os pênaltis. Eu me machuquei faltando uns 10 minutos”, iniciou André Lima.

“A gente treinou pênaltis durante a semana e todos os goleiros bateram. O Weverton bateu no treino, mas ele não era batedor. Os batedores eram eu, Nikão, não lembro mais quem. Eu me lembro que a gente tinha uma lista de batedores e bateram os cinco. Depois, no pênalti do Weverton, alguém estava caminhando para bater e o Weverton levanta a mão para bater”, acrescentou o ex-centroavante, que isentou Weverton de culpa.

“Ele era o capitão, referência do clube, bateu no treino, então por que não? Obviamente, o treinador, que era o Paulo Autuori, autorizou. E aconteceu o que aconteceu. Depois que acabou, ficamos chateados pela derrota. Ele pediu desculpa, mas nem precisava. A gente treina para fazer, mas também erra. Foi uma situação de jogo”.

Weverton falou sobre isso na chegada ao Grêmio

Em janeiro, depois de trocar o Palmeiras pelo Grêmio, Weverton comentou sobre o fatídico pênalti perdido em 2016 na sua coletiva de apresentação na Arena.

“Primeiramente, quero dizer que é uma honra estar aqui. Só o futebol proporciona todo esse tipo de coisa. Por isso ele é mágico. Ele tem uma forma de ser, da roda girar e temos que manter o máximo de respeito por tudo. Eu confesso que não imaginava que após aquele pênalti aconteceria tudo que aconteceu. Óbvio que eu não queria errar aquele pênalti, mas se tudo deu certo para o Grêmio foi da vontade de Deus. O que sei é que estou muito feliz e que eu posso construir uma linda história”, recordou.

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