
+ Alan Patrick voltou a ocupar uma posição de protagonismo no Inter. Titular pela segunda partida consecutiva, o camisa 10 marcou de pênalti na vitória por 2×0 sobre o Corinthians, neste domingo, no Beira-Rio, e ajudou o Colorado a construir uma vantagem importante nas oitavas de final da Copa do Brasil.
O capitão converteu a penalidade sofrida por Bruno Gomes aos 21 minutos do segundo tempo, seis minutos depois de Matheus Bahia abrir o placar. Segundo a informação apresentada durante a transmissão do Prime Video, Alan Patrick chegou ao 28º gol com a camisa colorada e ao quarto na atual temporada.
Depois da partida, o meia concedeu uma longa entrevista ao canal responsável pela transmissão. A conversa abordou a evolução coletiva do Inter, a retomada do próprio jogador, a adaptação a uma função mais avançada e a maneira como reagiu ao período em que perdeu espaço nas escolhas de Paulo Pezzolano.
“Esse foi o nosso plano e a nossa estratégia para o jogo. Sabíamos das características do Corinthians, que tem uma forma de atuar muito com a cara do treinador. Nosso plano foi executado e conseguimos uma vantagem para a volta, mas sabemos que não há nada ganho”, declarou.
A entrevista também teve a participação de Nilmar, que entrou no espaço montado pelo Prime Video à beira do gramado e tornou o ambiente descontraído. Ex-companheiro de Alan Patrick no Inter, o antigo atacante fez perguntas sobre a nova função do camisa 10 e o futuro da carreira do capitão colorado.

Alan Patrick fala em resiliência após perder espaço
Alan Patrick havia passado aproximadamente dois meses sem começar uma partida pelo Inter. O retorno entre os titulares aconteceu no empate por 1×1 com o Flamengo, quando voltou a usar a braçadeira de capitão e participou da construção ofensiva da equipe.
O camisa 10 foi mantido contra o Corinthians e atuou novamente mais próximo do ataque, sem um centroavante fixo na formação inicial. Carbonero ocupou a referência móvel, enquanto Alan Patrick, Vitinho e Bernabei tiveram liberdade para alternar posições durante as transições.
A sequência representa uma mudança importante em relação aos jogos anteriores. Alan Patrick chegou a permanecer durante toda a derrota para o Cruzeiro sem ser utilizado por Pezzolano, mesmo quando o Colorado precisava buscar o resultado no segundo tempo.
Questionado sobre como conseguiu reagir à perda de espaço, o capitão utilizou a palavra “resiliência”. Ele afirmou ter respeitado profissionalmente as escolhas do treinador e mantido a rotina de trabalho enquanto aguardava uma nova oportunidade.
“Vinha passando por um momento de instabilidade junto com a equipe. O treinador entendeu, sempre pensando no bem do time, como montar a melhor formação para o momento que vivíamos. Respeitei de forma profissional, como sempre faço, e segui trabalhando”, explicou.
“Agora, com a oportunidade novamente, procuro fazer o que sempre fiz dentro das minhas características. Fico feliz por voltar a atuar, por a equipe voltar a encontrar a vitória e por seguir ajudando. Essa é a mentalidade, não apenas minha, mas de todos os companheiros”, acrescentou.
Alan Patrick também reconheceu que o Inter ainda precisa reagir no Campeonato Brasileiro. Embora a vitória sobre o Corinthians tenha fortalecido o ambiente, o meia lembrou que o clube permanece em uma posição desconfortável na competição de pontos corridos.
Nilmar brinca sobre função mais avançada no Inter
Nilmar iniciou sua participação perguntando, em tom de brincadeira, se atuar no ataque seria melhor do que jogar no meio-campo por exigir menos corridas. Alan Patrick riu antes de lembrar que a intensidade do futebol atual aumentou as obrigações de todos os jogadores, independentemente da posição ocupada.
“Hoje em dia não está fácil para ninguém, com a intensidade que o futebol tem. Para mim, tem sido sempre um aprendizado. O nosso treinador trabalha com as características que acredita serem as melhores para a equipe, e o nosso papel é tentar executar da melhor forma para alcançar o objetivo, que é vencer”, respondeu.
A utilização de Alan Patrick mais perto da área está inserida no novo desenho utilizado por Pezzolano. O treinador recuperou uma estrutura com os setores próximos e maior responsabilidade defensiva, cenário que já havia sido explicado após o jogo contra o Flamengo, quando admitiu onde o Inter apresenta seu melhor rendimento.
Para o capitão, o empate com o Flamengo representou o início de uma mudança perceptível no comportamento do grupo. A vitória diante do Corinthians confirmou a evolução e permitiu que o time voltasse a vencer depois de cinco partidas.
“A equipe tem feito muito bem o que foi pedido dentro da estratégia do treinador e está colhendo os frutos. Estou feliz por voltar a jogar e ajudar meus companheiros. Continuei trabalhando como sempre fiz, esperando novamente a minha oportunidade”, afirmou.

Alan Patrick responde sobre o futuro da carreira
Na última pergunta, Nilmar destacou a tradição de grandes camisas 10 no Inter e quis saber por quanto tempo Alan Patrick ainda pretende atuar. O ex-atacante lembrou que já havia encerrado a própria carreira aos 34 anos e questionou se o atual capitão ainda sente o frio na barriga antes das partidas.
Alan Patrick respondeu que continua em boas condições físicas e mantém cuidados específicos para prolongar a carreira. O meia também afirmou que o futebol representa sua vida e sua principal paixão, razão pela qual pretende aproveitar ao máximo o período restante como jogador profissional.
“Tenho me sentido bem fisicamente, tenho trabalhado e me cuidado. Sabemos que o futebol atual exige profissionalismo e cuidados para conseguirmos prolongar a carreira. Temos vários exemplos de jogadores que estão alcançando essa longevidade”, disse.
“O futebol é minha vida e minha paixão. Quero desfrutar ao máximo porque sinto que, quando chegar a essa posição de parar, vou sentir falta. Enquanto estiver com esse brilho nos olhos e esse friozinho na barriga, que é o que nos motiva, quero seguir aproveitando”, completou.
Alan Patrick e o Inter voltam a enfrentar o Corinthians na próxima quinta-feira, dia 6 de agosto, às 20h, na Neo Química Arena. Depois do triunfo por 2×0 no Beira-Rio, o Colorado poderá perder por até um gol de diferença e ainda assim avançará às quartas de final da Copa do Brasil.









