Abel só continuará no Inter como técnico e deixa cargo de coordenador para o futuro: “Eu decido quando parar”

Atual treinador colorado concedeu entrevista à Rádio Gaúcha na noite desta quinta-feira

Aos 68 anos de idade, o experiente técnico Abel Braga não se imagina treinando por muito mais tempo e acredita que deixará a beira de campo em, no máximo, dois anos. Nesse sentido, o profissional conversou com a Rádio Gaúcha nesta quinta-feira e mostrou não ter pressa para exercer algum outro cargo no futebol.

Mas o que ele deixou bem claro é que, por mais que se agrade com a ideia de futuramente ser um coordenador-técnico, ele não exercerá este cargo de forma imediata no Inter. O atual contrato vai até fevereiro e, se for para ficar no Beira-Rio, será apenas e exclusivamente como treinador.

“Pela minha cabeça isso passa (se tornar coordenador-técnico). Um ou outro clube já me questionou se eu gostaria de assumir este cargo quando eu parar de treinar. Mas quando eu parar. Não vão me parar com outro cargo. Não é por aí. Quando eu decidir, deu. Mas eu já posso te adiantar, não vou ficar treinando mais do que dois anos depois deste Brasileirão. Não sei. A ideia é essa. No momento, pode ser até que eu venha tomar esta decisão. Mas sou eu quem vai tomar esta decisão, não vai ser por convite. Eu que tenho de saber a hora de parar”, declarou.

Abel
Abel tem cinco vitórias seguidas com o Inter no Brasileirão – Foto: Ricardo Duarte/Inter

Abel tem mantido conversas com o novo presidente Alessandro Barcellos, mas, de ambos os lados, o tom é incerto sobre a permanência após o Brasileirão. Focado em campo, o Inter é 2° com 53 pontos e recebe o Fortaleza, no domingo, às 20h30.

Confira outras declarações de Abel na entrevista à Rádio Gaúcha:

“Eu fui uma peça de uma grande engrenagem que foi a conquista da primeira Libertadores e do título do Mundial. Só que eu me tornar o treinador que mais treinou este clube centenário, gigante, que eu gosto e eu adoro… Quando eu jogava no Vasco, não saía depois do jogo com os meus colegas, mas com os meus colegas de faculdade. Os maiores amigos que eu fiz no futebol foi aqui em Porto Alegre. Não dá para imaginar o que vai acontecer. Ser o técnico que mais treinou o Inter vai ser mais importante para mim. Vai ser maior do que tudo. Esse clube tem mais de cem anos”
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“No meu primeiro título, tinha Edu Lima, Maurício, Nilson, Flores, muita gente. O Aguirregaray com aquela perna que parecia um alicate (risos). O Casemiro… Tudo aquilo que aconteceu, eu fui uma engrenagem. Não foi o Abel que ganhou, eu só estava junto. Agora, eu ser o cara que mais treinou,. Isso não tem preço. Tomara que papai do céu não me pregue nenhuma peça até o final. Depois eu perco um jogo ou outro e sou despedido (risos). Pelo amor de Deus! Se isso acontecer, vou ajoelhar e dizer: “Me deixa terminar aqui, pelo amor de Deus!” Esse vai ser o maior troféu. Vai simbolizar tudo aquilo que eu fiz até hoje no Inter”
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“Participar de um Gre-Nal é sempre muito bom. Um dos grandes motivos de não estar conseguindo ganhar do grande rival é o fato de estar entrando pilhado com a necessidade excessiva de vencer. Nos últimos clássicos que eu vi, o Inter estava muito intranquilo para querer vencer e o Grêmio muito à vontade. Para melhorar a performance, tem de ter equilíbrio. Depois, não pode deixar uma equipe da qualidade do Grêmio, bem treinada e trabalhada pelo Renato, ficar numa zona de conforto. Eles estão muito tranquilos dentro do jogo e nós temos que atrapalhar isso aí um pouquinho”
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“Um pouco da responsabilidade desse bom momento que vivemos é do Moledo, que entrou e deu uma consistência boa na defesa. (A lesão) Tem um pouco daquele jogo contra o Boca, em casa, que um deixou pro outro e tomamos o gol. Desde lá eu tenho falado pra eles que é melhor ir dois do que nenhum. E aconteceu de o Moledo ter a batida com o Lomba lá contra o Ceará. Menos mal que foi o posterior, se fosse o anterior ele não teria conseguido mais jogar. Aí tu vê que ele pegou quatro horas de voo, não treinou na sexta, nem no sábado, só tratou e foi pro jogo domingo. Isso mostra o que é o nosso grupo em termos de profissionalismo. Na véspera eu conversei com o grupo e falei pra ele: “Moledão, preciso de você”. O Goiás joga com duas torres na frente e eu precisava do jogo aéreo dele. Ele disse que estava com um pouco de dor, que iria tratar. E no jogo o que ele mais fez foi pular pra cabecear. Merece um troféu”
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“O Zé Gabriel está melhorando no dia a dia. O Zé tinha alguns defeitos que poderiam ter sido tirados, com conversa, mostrando, e ele está perdendo isso rapidamente, porque é um jogador extremamente rápido. Não precisa cometer alguns tipos de erros, situações que aconteceram e não é necessário acontecer”

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