
ABELÃO SALVOU
Na recente entrevista concedida para o jornalista Luciano Potter, na qual trouxemos mais detalhes aqui, o ex-meia e ex-diretor do Inter, Andrés D’Alessandro, foi perguntado sobre a volta de Abel Braga ao clube nas duas rodadas finais do Brasileirão de 2025 e resumiu como “aura” a presença do ídolo naquele momento. No fim, mesmo com projeções improváveis, o Colorado conseguiu escapar da segunda divisão.
“Uma palavra para o Abel? Aura. Olhar para o céu… e é com ele. Não tinha outro jeito. O objetivo nosso foi tentar mexer de alguma maneira. Mexer com a torcida. O Abel veio. O que eu falei é o seguinte: a tua história no clube, conseguindo ou não, vai ser ainda maior. Só por ter aceitado. O único que poderia criar algo novo em três dias era ele. Para o torcedor apoiar, vir junto, torcer… não tinha outro nome”, declarou D’Ale.
Pelo feito de ter salvo o Inter quando poucos ainda acreditavam, Abel Braga virou estátua na praia de Atlântida por iniciativa de amigos colorados. No final do ano, também receberá a mesma homenagem no pátio do Beira-Rio em comemoração aos 20 anos do título mundial.
D’Alessandro admite sofrimento no Inter
Na mesma entrevista, D’Ale, que deixou a diretoria do Inter na virada de ano, falou de todo o seu sofrimento naquela reta final em função dos riscos de queda à segunda divisão:
“Perdemos para o São Paulo e tínhamos três ou quatro dias para acontecer um milagre. Se dormi? Pouco. Quem me conhece sabe o que eu passei. Foi o pior momento meu como pessoa no Inter. Foi duro. Tínhamos que ganhar e ter resultados. Não sei quantos casos desses na história do futebol deram de maneira positiva. Mas deu certo. Foi um aprendizado para todos e para mim principalmente. A minha história no Inter poderia ter ficado um pouco manchada”, destacou o argentino.
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