
O Grêmio concluiu nesta sexta-feira o pagamento dos salários e direitos de imagem que estavam atrasados com o elenco profissional. A regularização ocorreu depois da entrada da primeira parcela da venda do zagueiro Viery para a Fiorentina, da Itália.
A direção gremista informa que não existem mais vencimentos pendentes com os jogadores. Além de quitar os valores acumulados, o clube antecipou o pagamento dos direitos de imagem que venceriam somente no dia 30 de julho.
O movimento representa uma atualização importante em relação ao cenário apresentado anteriormente. Na semana passada, a direção havia prometido regularizar os vencimentos assim que recebesse recursos previstos em negociações de atletas.
Conforme a apuração publicada por Zero Hora, o Grêmio chegou a dever uma folha salarial completa e aproximadamente 50% de outra. Uma parte dos valores havia sido paga antes da partida contra o Mirassol, dentro de um acordo firmado entre a diretoria e o grupo de jogadores.
A quitação desta sexta-feira encerrou o restante da pendência. O adiantamento dos direitos de imagem funcionou ainda como uma sinalização de comprometimento aos atletas que aceitaram a repactuação durante o período de dificuldades.
Venda de Viery virou alívio imediato para o Grêmio
O pagamento foi possível depois que a Fiorentina depositou a primeira parcela da contratação de Viery. A direção gremista esperava receber o dinheiro anteriormente, mas o repasse acabou demorando em razão de questões documentais e do processo para a emissão do visto de trabalho do defensor.
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A negociação representava uma das principais entradas previstas pelo clube para a janela. O zagueiro já deixou Porto Alegre, viajou à Itália e foi apresentado oficialmente pela Fiorentina, onde começou uma nova etapa da carreira.
O dinheiro da transferência não será utilizado somente para contratações. A prioridade imediata foi resolver compromissos assumidos com o elenco e diminuir o impacto que os atrasos poderiam causar no ambiente interno.
Paulo Pelaipe já havia antecipado essa linha de atuação ao tratar da situação financeira do Grêmio. O dirigente defendeu que o clube não assuma novos compromissos sem capacidade para cumprir os pagamentos.
“A maior contratação que podemos e queremos fazer para o Grêmio, a partir de julho, é o salário em dia”, declarou o executivo.
A decisão também mostra que a venda de um jogador da base pode produzir efeitos que vão além da própria janela. A transferência ofereceu caixa para o clube colocar os vencimentos em dia, mas não elimina a necessidade de novas receitas durante o restante da temporada.
O Grêmio pretende reduzir o teto salarial do elenco e priorizar contratações com custos menores. A direção também busca negociar outros jogadores, abrir espaço na folha e encontrar um novo patrocinador máster para a camisa.
A posição principal do uniforme permanece disponível desde dezembro. Sem essa fonte de receita, o clube ficou ainda mais dependente de vendas, antecipações e acordos para administrar o fluxo financeiro.
O quadro já havia provocado preocupação porque os atrasos salariais apareceram em meio ao crescimento da dívida e ao desempenho abaixo do esperado dentro de campo.
Regularização chega antes de uma sequência decisiva
A quitação ocorreu em uma semana importante para o Grêmio. O time perdeu por 3×2 para o Bolívar na altitude de La Paz, mas manteve aberta a disputa por uma vaga nas oitavas de final da Copa Sul-Americana.
Antes da partida de volta, o Tricolor receberá o Fluminense neste domingo, às 18h30, na Arena, pela abertura do segundo turno do Brasileirão. O jogo ganhou peso porque a equipe terminou a primeira metade da competição próxima da zona de rebaixamento.
Na quinta-feira, às 19h, o Grêmio voltará a enfrentar o Bolívar. Uma vitória por dois gols de diferença garantirá a classificação no tempo normal. Um triunfo por apenas um levará a decisão para os pênaltis.
Depois, o clube ainda terá os confrontos contra o Mirassol pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O acúmulo de compromissos aumenta a importância de preservar o ambiente e evitar que questões financeiras interfiram na preparação.
O pagamento dos salários não resolve toda a situação econômica do Grêmio. A medida, porém, cumpre a promessa apresentada ao elenco e elimina uma pendência que poderia aumentar a pressão sobre a direção durante uma sequência decisiva.
A meta, agora, é impedir que novos atrasos apareçam. Para isso, o clube dependerá de controle da folha, novas negociações, receitas comerciais e melhores resultados esportivos ao longo do segundo semestre.











