
Tetê voltou ao Grêmio cercado por expectativa, com status de reforço importante e contrato longo, mas o cenário mudou rapidamente nas últimas semanas. O atacante perdeu força na disputa por posição e hoje já não aparece com a mesma segurança entre os titulares. A queda de espaço, porém, não pode ser analisada apenas pelo rendimento dentro de campo. Após o jogo contra o Palmeiras, Luís Castro revelou que o jogador convive com um problema familiar e fez questão de publicamente prestar solidariedade ao camisa 21. A volta de Tetê ao clube havia sido oficializada em janeiro, em uma operação tratada como relevante pela direção gremista.
Hoje, a disputa pela ponta direita está aberta. Segundo o ge, Tetê soma 871 minutos em 16 jogos, com 12 partidas como titular, enquanto Enamorado tem 942 minutos em 19 jogos e nove como titular. Para o jogo deste sábado contra o Cruzeiro, a tendência nas projeções mais recentes é justamente de dúvida entre os dois, com algumas prévias já colocando Enamorado à frente.
O contexto recente ajuda a explicar por que a pauta ganhou peso no Grêmio. Em meio à fase instável da equipe, Tetê acumulou atuações sem grande impacto e passou a ser alvo de mais cobrança. Ao mesmo tempo, Enamorado cresceu nas oportunidades recebidas e ganhou força na disputa aberta por uma vaga no setor ofensivo. Na vitória sobre o Deportivo Riestra, por exemplo, o colombiano saiu do banco, participou diretamente do lance do gol e aumentou a pressão interna por sequência. Em projeções mais recentes para o time, Enamorado já aparece com chances reais de começar jogando.
O movimento não surgiu de um jogo isolado. Partidas recentes mostraram que Tetê foi substituído no intervalo em sequência de partidas, como nos compromissos contra Vasco, Palmeiras e Riestra, sinal claro de que a comissão técnica ainda busca respostas mais consistentes do atacante. O próprio cenário ofensivo do Grêmio tem sido tema frequente nas entrevistas de Luís Castro, que admitiu dificuldades de criação e reconheceu a necessidade de evolução do setor. Dentro desse recorte, a disputa individual de Tetê virou um dos assuntos mais sensíveis do elenco neste momento.
Grêmio tenta recuperar Tetê sem ignorar o lado humano
O Zona Mista já havia destacado que o Grêmio apostava um “novo” Tetê e que o clube seguia acreditando no potencial do jogador, mesmo com rendimento abaixo do esperado em parte da temporada. Essa contextualização é importante porque mostra que a perda de espaço não significou desistência imediata. O clube investiu para repatriá-lo, tratou sua chegada como estratégica e entende que ainda há margem para crescimento técnico. Ao mesmo tempo, o ambiente competitivo ficou mais duro, principalmente após a boa resposta de Enamorado nas partidas recentes.
Foi justamente depois desse cenário de pressão esportiva que Luís Castro trouxe a dimensão pessoal do problema. Já se percebia que Tetê atravessava um momento abaixo da expectativa e perdia espaço no ataque. A manifestação do treinador, porém, mudou a leitura ao deixar claro que havia um fator extracampo influenciando esse período.
“Quero dar um abraço ao Tetê pelo problema familiar que ele carrega neste momento. Se entregou por completo na partida, não foi um jogo feliz dele”, disse Luís Castro.
A partir dessa fala, a situação de Tetê passa a exigir uma análise menos rasa. Existe, sim, uma perda de titularidade em curso no Grêmio, sustentada por atuações discretas e pela ascensão de um concorrente direto. Mas também existe um problema pessoal reconhecido pelo treinador, o que ajuda a explicar parte da oscilação do atacante. Para o Grêmio, o desafio agora é duplo: manter a competitividade no setor ofensivo e, ao mesmo tempo, tentar recuperar um jogador que voltou ao clube como aposta importante para 2026. Se Enamorado hoje pede passagem, Tetê ainda tenta provar que pode reagir sem se desligar da briga por espaço.


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