
MORRE UMA LENDA
A morte de Oscar Schmidt mexeu com o esporte brasileiro nesta sexta-feira, 17 de abril. Aos 68 anos, a lenda do basquete morreu em Santana de Parnaíba, em São Paulo, após passar mal. A despedida provocou uma onda de homenagens em diferentes áreas do esporte. Entre elas, uma das mais sentidas veio de Abel Braga, nome histórico do Inter e atual diretor técnico do clube gaúcho.
No Inter, Abel é tratado como um dos maiores personagens da história do clube. O ex-treinador voltou ao Colorado em dezembro de 2025 para assumir o cargo de diretor técnico, com atuação estratégica no futebol profissional. Além disso, o clube o define como um de seus maiores nomes, dono de passagens marcantes e conquistas históricas. Em 2026, o Conselho Deliberativo aprovou até mesmo a construção de uma estátua em homenagem ao ídolo, sinal de que sua voz segue tendo forte repercussão entre os colorados.
Foi nesse contexto que a fala de Abel ganhou dimensão ainda maior. Mais do que uma mensagem breve, o dirigente colorado relembrou o tamanho de Oscar e o impacto que ele causava em quem acompanhava sua rotina. Abel destacou a obsessão do ex-jogador por treino, o desejo permanente de evoluir e a força das palestras que ouviu em momentos diferentes da carreira. O tom da declaração mostra admiração profunda por alguém que, para ele, representava aplicação total à profissão e amor absoluto ao esporte.
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“Oscar foi um ícone! Um cara que empolgava todo mundo, pois foi um dos maiores atletas da história. Sempre mostrou seu amor ao jogo, ele nunca se contentava se tinha 20, 30, 40 pontos, queria sempre mais. Eu falo isso, porque em algumas situações, creio que em três, uma eu fui assistir, estava sem clube, outra no Flu e outra no Vasco. Deu palestras falando da vida dele, o que passou para chegar onde chegou, a forma que se aperfeiçoava, tudo dele tinha haver com treinamento. Ele chegava muito antes dos treinos e ficava arremessando. Então nada dele foi por acaso, passava sempre e, muitíssimo bem, do que é uma aplicação real à profissão. A gente lamenta muito! Há muito tempo ele já vinha com problemas e, claro, é uma perda irreparável. Uma família incrível, me dou muito bem com o irmão. Conheci nestas palestras a esposa, o filho. Uma família linda. Desejo os mais profundos pêsames e sentimentos à família e amigos, porque não foi só o Brasil, foi o mundo que perdeu uma referência do basquete e do esporte. Descanse em paz, Oscar!”, disse Abel Braga, em fala recuperada pelo GZH.
Tadeu Schmidt levou a dor da família ao vivo e comoveu o país
A comoção pela morte de Oscar também atravessou a televisão aberta de forma muito forte. Horas depois da notícia, Tadeu Schmidt apresentou normalmente a edição do BBB 26 e decidiu abrir o programa com uma homenagem ao irmão. O gesto chamou atenção porque aconteceu no mesmo dia da despedida de Oscar. Segundo o gshow, Tadeu explicou no ar que trabalhar naquela noite era uma maneira de honrar justamente o exemplo profissional que sempre recebeu do irmão mais velho.

Antes disso, o apresentador já havia feito uma postagem nas redes sociais, chamando Oscar de “meu maior ídolo” e “minha maior referência”. No programa ao vivo, a emoção voltou a aparecer, agora diante do público de todo o país. O momento ajudou a dar uma dimensão ainda mais humana à perda, porque mostrou não apenas o tamanho de Oscar para o esporte, mas o que ele representava dentro da própria família Schmidt.
“Hoje é um dia difícil. Hoje demos adeus ao meu irmão, Oscar. Eu fiz questão de estar aqui. Sabe por quê? Porque o meu irmão, meu maior ídolo, sempre foi a minha maior referência em tudo, principalmente no que diz respeito ao amor pela profissão. Ele nunca deixou os companheiros de time na mão, nunca desfalcou a equipe, nem com a mão quebrada. Por isso, eu fiz questão de estar aqui”, disse Tadeu Schmidt.
“Eu vou me recuperar, tenham paciência, que eu vou me recuperar. Hoje é um dia muito importante, e eu estou aqui para o jogo. Ai de mim se não estivesse. Oscar ia ficar muito bravo comigo se eu não viesse trabalhar. Então, eu estou aqui”, completou Tadeu Schmidt.
Entre o depoimento emocionado de Abel Braga, figura central da história do Inter, e a dor exposta por Tadeu Schmidt ao vivo, a despedida de Oscar ganhou um alcance raro. O basquete perdeu seu maior nome. O esporte brasileiro perdeu uma referência de dedicação. E as homenagens deixaram claro que o legado de Oscar ultrapassou quadras, clubes e gerações.


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