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Técnico do Mirassol rebate cobrança e revela dificuldade para vencer o Inter

Treinador explicou por que a vantagem numérica não garantiu tranquilidade e valorizou o adversário gaúcho

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O técnico Rafael Guanaes rejeitou a ideia de que o Mirassol tinha a obrigação de vencer o Inter apenas por jogar em casa e disputar um confronto direto contra o rebaixamento. Depois do triunfo por 2×0, na sexta-feira (16), o treinador paulista destacou o tamanho histórico do clube gaúcho e reconheceu que sua equipe passou por dificuldades mesmo atuando quase toda a partida com um jogador a mais.

A manifestação aconteceu na entrevista coletiva concedida no estádio Maião. Guanaes foi questionado sobre a atuação do Mirassol, que viu Matheus Cunha ser expulso aos 14 minutos do primeiro tempo, mas não conseguiu abrir o placar até o início da etapa final.

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Na avaliação do treinador, a superioridade numérica aumentou a pressão sobre os jogadores paulistas em vez de tornar o jogo mais simples. Ele explicou que a responsabilidade de vencer um adversário direto pesou na tomada de decisões e prejudicou a circulação da bola.

Ao identificar o principal problema, Guanaes foi direto: “O principal ponto não é tático, é emocional”. Segundo ele, a equipe passou a jogar com receio de errar e encontrou dificuldades para explorar os espaços deixados pelo Inter.

Guanaes usa história do Inter para rebater pressão

O treinador do Mirassol também reagiu às cobranças para que o time paulista conquistasse obrigatoriamente os três pontos. Ele lembrou que o clube disputa apenas sua segunda temporada na Série A, enquanto o Inter possui uma trajetória muito mais longa na elite do futebol brasileiro.

Guanaes questionou a diferença de orçamento e estrutura entre o Mirassol e adversários como Inter, Grêmio e Corinthians. Para o técnico, esses fatores precisam ser considerados antes de transformar cada confronto em uma obrigação de vitória.

Ao responder sobre a pressão pelo resultado, afirmou: “Não me falem essa frase de que o Mirassol tem que ganhar”. A declaração foi acompanhada da defesa de que seu time precisa competir bem e aproveitar as oportunidades, sem ignorar a capacidade do adversário.

A avaliação chama atenção porque o Inter chegou ao Maião dentro do Z4, enquanto o Mirassol também precisava pontuar para aumentar sua vantagem sobre os concorrentes. Apesar da diferença de campanha histórica entre os clubes, a partida apresentava consequências imediatas para ambos.

O Colorado havia iniciado o confronto com a possibilidade de ultrapassar o adversário e deixar a zona de rebaixamento. A derrota produziu o efeito contrário, como mostrou o pós-jogo do Inter em Mirassol.

Treinador admite que Inter poderia ter empatado

Mesmo depois de conseguir abrir o placar aos dois minutos do segundo tempo, o Mirassol voltou a encontrar dificuldades para controlar a partida.

Guanaes explicou que precisou fazer ajustes nos corredores laterais para criar espaços diante do sistema defensivo colorado. No intervalo, a comissão técnica identificou possibilidades de atacar pelos lados, já que a região central estava bastante protegida.

O treinador também reconheceu que o Mirassol permitiu contra-ataques e dependeu de atuações individuais para garantir os três pontos. Walter realizou defesas importantes, enquanto João Victor participou de um lance decisivo ao impedir uma finalização do Inter praticamente sobre a linha.

A vitória levou o clube paulista aos 36 pontos, quatro à frente do Inter. O resultado também provocou uma forte alteração na probabilidade de rebaixamento colorada.

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