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Súmula escrita pelo árbitro de Inter 2×2 Corinthians mostra conflito de versões entre Edenilson e Rafael Ramos

Bráulio da Silva Machado, árbitro deste sábado, teve a missão de escrever o documento oficial do jogo

O episódio envolvendo a acusação de racismo que teria sido sofrido por Edenilson sob autoria de Rafael Ramos, lateral-direito do Corinthians, trouxe expectativa em cima do que seria relatado pelo árbitro Bráulio da Silva Machado em súmula. E, após o empate em 2×2 pelo Brasileirão no Beira-Rio, o juiz indicou um conflito claro de versões entre o jogador do Inter e o rival português.

No texto, o comandante da arbitragem revelou que, pelo ambiente do estádio com cânticos da torcida e outros sons, não conseguiu identificar nenhuma das frases relatadas pelos jogadores. Edenilson alega ter ouvido “f…-se macaco”, enquanto Ramos diz, segundo o juiz, que falou “f…-se c…”.

“Aos 31 minutos do 2º tempo, no momento em que a partida estava paralisada, fui informado pelo jogador nº 8, da equipe SC Internacional, sr. Edenilson Andrade dos Santos, que seu adversário nº 21, sr. Rafael Antônio Figueiredo Ramos, havia proferido as seguintes palavras para ele: ‘F…-se macaco'”, conta o árbitro, antes de terminar:

“Neste momento paraliso a partida e chamo os jogadores envolvidos para relatarem o que havia acontecido, sendo que o jogador Edenilson Andrade dos Santos, confirma as palavras anteriormente citadas e o jogador Rafael Antônio Figueiredo Ramos, afirma que houve um mal entendido devido ao seu sotaque (português) e diz ter proferido as seguintes palavras “f…-se c…”. Devido a distancia dos atletas e barulho da torcida nem eu, nem outro integrante da equipe de arbitragem consegue ouvir ou perceber qualquer das palavras acima citadas. Então dou continuidade a partida”.

Edenilson e Rafael Ramos se manifestam publicamente

Edenilson prestou queixa na polícia e por consequência, já na madrugada de sábado para domingo, Ramos ficou detido em uma sala do estádio do Inter. E só foi liberado após o pagamento de uma fiança no valor de R$ 10 mil. À imprensa, o jogador português deu a seguinte justificativa:

“Eu estou aqui com a consciência e cabeça limpa para explicar o que aconteceu. Foi puramente um mal entendido entre mim e o Edenilson. No fim do jogo estive com ele e tivemos uma conversa tranquila, onde expliquei o que tinha acontecido. Ele explicou o que realmente entendeu, que não é verdade. Eu expliquei a verdade daquilo que eu tinha dito. Foi isso que aconteceu. Tivemos uma conversa tranquila. Ele mostrou um receio de se passar por mentiroso, e aí eu falei que ele não é um mentiroso, apenas entendeu as palavras erradas. Apertamos a mão e desejei ele boa sorte”, disse Ramos, negando ter chamado o rival de “macaco”.

Já Edenilson, no Instagram, reafirmou ter escutado expressão racista e revelou que nunca havia passado por tal situação na carreira:

“Eu sei o que ouvi. Provavelmente não reagi da forma como deveria pois foi a primeira vez que passei por isso e me incomoda chamar atenção de outra forma que não seja jogando futebol. Ser xingado pelo tom da minha pele… minha reação foi de não parar a partida pois o jogo estava bom e ao mesmo tempo eu não queria que tomasse a proporção que tomou justamente por nunca ter passado por isso. Eu procurei o atleta para que ele assumisse e me pedisse desculpas. Todos erramos e temos o direito de admitir, no meu modo de ver. Mas ele continuou dizendo que eu havia entendido errado. Eu não entendi errado. O procurei pelo respeito que tenho por outros jogadores do Corinthians. Independente da nossa cor, o caráter sempre falará mais alto”, destacou o camisa 8 do Inter.

Confira o que falaram Daniel e Moisés sobre o episódio:

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