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Maurício Saraiva chama derrota do Inter de acintosa e expõe alerta maior

Colorado tem apenas Brasileirão e Copa do Brasil, mas chega à pausa sob forte cobrança

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O Inter encerrou sua sequência antes da pausa da Copa do Mundo com uma derrota que aumentou o tom das cobranças. O time perdeu por 3×1 para o Bragantino, em Bragança Paulista, e saiu de campo com uma das atuações mais criticadas da temporada. Em comentário publicado no ge, Maurício Saraiva, da RBS, tratou o resultado como uma derrota “acintosa” e apontou o tamanho do problema colorado.

O peso da crítica cresce pelo contexto. O Inter terminou a última edição do Brasileirão fora da zona de classificação para a Copa Sul-Americana e, por isso, disputa menos competições em 2026. No calendário atual, o time de Paulo Pezzolano tem apenas o Brasileirão e a Copa do Brasil como torneios oficiais pela frente. Mesmo com todo o tempo para treinar, chegou à parada do Mundial com rendimento baixo, pouca resposta em campo e pressão na tabela.

A situação no Brasileirão aumenta o incômodo. O Colorado aparece na 14ª colocação, com 21 pontos em 18 jogos. A distância para o Vasco, primeiro time dentro da zona de rebaixamento, é de apenas um ponto. O dado pesa porque o Inter teve semanas inteiras para trabalhar ao longo do semestre, justamente por não estar em competição internacional, mas ainda assim não conseguiu apresentar estabilidade.

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A análise de Saraiva foi direta ao tratar da diferença de postura em campo. O Bragantino controlou a partida, abriu vantagem ainda no primeiro tempo e poderia ter construído um placar mais elástico. O Inter descontou apenas com Braian Aguirre, quando o jogo já estava praticamente decidido. O comentarista destacou que o placar não traduziu todo o domínio paulista.

“O Inter poderia ter sido goleado pelo Bragantino, chegou a levar olé do anfitrião, só fez a primeira mudança no time com 24 minutos do segundo tempo e marcou seu gol quando o Bragantino deu o jogo por encerrado”, escreveu Maurício Saraiva.

A frase ajuda a explicar a dimensão da cobrança. Não foi apenas uma derrota fora de casa contra um adversário bem colocado. Foi uma atuação abaixo do mínimo esperado para um clube que teve mais tempo de preparação, menos desgaste por viagens internacionais e um calendário mais enxuto. A derrota veio logo antes de um período que deveria servir para reorganização total do futebol colorado.

Inter tem tempo para treinar, mas precisa responder

O contraste com 2025 é importante. Na temporada passada, o Inter terminou o Brasileirão em 16º lugar, escapou do rebaixamento, mas ficou fora das competições continentais. A ausência de Sul-Americana em 2026 reduziu o número de jogos no calendário e abriu espaço para mais treinos no CT Parque Gigante. Na prática, isso aumenta a cobrança sobre desempenho, ajustes táticos e evolução coletiva.

A própria parada da Copa do Mundo também entra nesse cenário. O Inter terá um longo período sem partidas oficiais e já planeja uma espécie de intertemporada para recuperar ritmo, corrigir problemas e preparar o time para a sequência. Segundo o planejamento divulgado anteriormente, o clube também pretende marcar amistosos durante a pausa, justamente para evitar que o elenco fique tempo demais sem competição.

Esse planejamento, porém, será observado com lupa pelo torcedor. O Zona Mista já mostrou que o Inter dará férias ao elenco mesmo colado no Z4 do Brasileirão, em uma decisão que ganhou repercussão pelo momento da equipe. Depois desse período, a cobrança será por trabalho prático, correção de erros e resposta imediata na volta.

A pressão também passa por Paulo Pezzolano. O treinador admitiu, depois do jogo, que o Bragantino foi superior e que o Inter mereceu perder. A fala confirmou a percepção vista em campo. O time errou na escalação, sofreu defensivamente, pouco criou no ataque e demorou para reagir. Mesmo com mudanças no segundo tempo, a partida já estava em cenário muito desfavorável.

O Inter voltará ao Brasileirão contra o Cruzeiro, no Beira-Rio, em julho. Até lá, terá tempo para treinar, recuperar atletas, ajustar o modelo de jogo e avaliar alternativas no mercado. A grande questão é se esse período será suficiente para mudar a sensação deixada antes da pausa. Com apenas duas competições para disputar e perto do Z4, o Colorado não terá muito espaço para justificar nova oscilação.

A crítica de Maurício Saraiva sintetiza esse alerta. O problema não está somente no 3×1 para o Bragantino. Está no conjunto da obra: um clube com calendário mais leve, mais tempo para trabalhar, planejamento de amistoso durante a parada e, ainda assim, desempenho preocupante no campeonato. Para o torcedor, a volta precisa ser bem diferente da despedida.

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