Com poucos reforços até agora, Renato defende SAF no Grêmio e cita conversa com Guerra

Treinador falou abertamente sobre o tema em entrevista ao site Globoesporte

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Com apenas três reforços oficiais entregues pela direção do Grêmio até agora, o técnico Renato Portaluppi segue quebrando a cabeça para montar um time competitivo para esta abertura de 2023, especialmente no que diz respeito à ausência até agora não preenchida de Suárez. A dificuldade no mercado faz com que o treinador entenda que a adesão ao modelo de SAF – Sociedade Anônima do Futebol – já seja um caminho sem volta.

Renato, em entrevista concedida ao site Globoesporte.com, declarou ver esse modelo como o futuro de todos os clubes brasileiros e revelou já ter conversado com o presidente gremista Alberto Guerra sobre o assunto:

“É o futuro de todos os clubes. Vai por mim, lá na frente todos os clubes vão entrar na SAF. Eu converso, um tempinho atrás falei com o Guerra, nosso presidente. Já imaginou a SAF do Grêmio? O clube nunca quer, isso mais ou menos que ele me passou. Os caras querem botar dinheiro, regularizado, ele falou assim: ‘É o futuro, porque o futebol brasileiro está bem quebrado’. Muita gente usa o clube para se aproveitar. Com SAF não tem isso. E aí vai ter como fazer grupo forte”, disse Renato, antes de ampliar:

“Nada contra (a SAF). O torcedor do Bahia não está empolgado com as contratações? É assim. Tem clubes que não precisam de SAF. O Palmeiras tem a presidente lá, que, né… O Flamengo é outro que tem muito dinheiro. E os outros? Quanto mais dinheiro tiver para o clube, sou a favor, para montar grupos fortes. Senão, amigo, escolhe os três que basicamente sempre vão ser os campeões”.

O Bahia, citado por Renato, é turbinado pelos investimentos do Grupo City e só nesta janela já anunciou nomes como Everton Ribeiro, Caio Alexandre, Jean Lucas e Víctor Cuesta.

Inter
Everton Ribeiro foi jogar no turbinado Bahia – Foto: Divulgação/Bahia

Grêmio apenas debate SAF

Em várias manifestações já feitas desde o início da sua gestão, o presidente Alberto Guerra declarou que, no momento, o Grêmio não pensa em aderir ao modelo de SAF. O que já ocorreu na prática, de dois anos para cá, foi a criação de uma comissão no Conselho Deliberativo para estudo e debate do funcionamento de clubes-empresas.

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