Em entrevista à Rádio Carve Deportiva, do Uruguai, o técnico Paulo Pezzolano falou pela primeira vez de forma mais aberta sobre a saída do Inter na reta final do Brasileirão. Ele, que deu lugar para Eduardo Baptista, manteve o carinho pelo clube, citou alguns problemas do ano e avaliou que o time merecia ter mais pontos na tabela do campeonato. Veja as falas recuperadas pelo site Globoesporte:
A saída do Inter: “Saímos de um clube gigante que está passando um momento muito duro, é o ano mais complicado economicamente, com muitas dívidas, muitos problemas que não se pôde contratar durante o ano. Para o torcedor no Brasil ou você é Deus ou é o pior. Não tivemos resultados que podiam nos deixar um pouco melhor, estávamos embaixo na tabela. Mas na verdade, sinto um carinho tremendo das pessoas. Essa é a felicidade que resta”.
Questão financeira: “Temas econômicos vêm de anos, como uma bola de neve que se formou. Muito dinheiro se foi e custou repor. Te bloqueiam com transfer ban, não se pode contratar, tiveram muitos. Então, não havia dinheiro, ano de eleições, é um ano diferente em um clube gigante como Inter. Isso no futebol brasileiro interfere muito, clubes investem muito e se nota quando não pode contratar ao nível que o Inter deveria contratar”.
Relação de trabalho no dia a dia: “O trabalho no dia a dia foi espetacular e vou estar agradecido sempre com o presidente, com Abel Braga, com Fabinho Soldado. Uma lástima que futebol não é merecimento, mas merecia ter muitos mais pontos. Não é um treinador que está dizendo, mas as estatísticas. Inter era para estar em quinto ou sexto na tabela, mas estávamos abaixo”.
Sentimento pela torcida: “O grande aprendizado foi o carinho que as pessoas me deram. Quando fiz o post, que um amigo faz, que administra minhas redes, espera outro tipo de resposta. Mas não, disseram ‘você vai voltar’, ‘não era o ano para você’, ‘o trabalho foi espetacular’, isso não é normal para um clube gigante. O mais lindo foi que, apesar dos resultados, há lugares no mundo que te valorizam a maneira de trabalhar”.









