Paulo Pezzolano explicou as mudanças que promoveu no time titular do Inter para o empate em 0x0 com o Grêmio, no Beira-Rio, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil. Questionado especificamente sobre as ausências de Alan Patrick e Bruno Henrique na formação inicial, o treinador afirmou que as escolhas obedeceram ao plano montado para atacar o adversário e foi além ao defender sua decisão.
Alan Patrick e Bruno Henrique vinham fazendo parte da formação que ganhou sequência nos jogos anteriores, mas começaram o Gre-Nal no banco. Paulinho e Calebe apareceram entre os titulares, enquanto Pezzolano também mexeu no posicionamento de outras peças para tentar aumentar a presença do Inter no campo ofensivo.
O uruguaio não apresentou um motivo individual para deixar Alan Patrick ou Bruno Henrique entre os reservas. Em vez disso, explicou que buscava características diferentes para o confronto e queria colocar um jogador com maior presença dentro da área.
“Queria jogar com um centroavante, precisávamos de um jogador dentro da área. Queríamos mudar alguma coisa para ganhar”, explicou Pezzolano, em tradução para o português.
A proposta, entretanto, encontrou dificuldades logo no início. Segundo o treinador, o Grêmio conseguiu ajustar rapidamente a marcação e travou os caminhos que o Inter pretendia utilizar. Pezzolano reconheceu que o rival foi superior durante a primeira etapa e que o Colorado conseguiu melhorar apenas depois do intervalo.
Pezzolano detalha escolha por Calebe e assume responsabilidade
Uma das escolhas explicadas com mais detalhes foi a utilização de Calebe. Pezzolano queria um jogador com característica mais ofensiva pelo lado direito e, por isso, preferiu o meia a Braian Aguirre naquele setor.
“Pela direita, queria colocar um jogador mais de ataque e não tão defensivo. Por isso não optei pelo Aguirre, optei pelo Calebe. O Calebe tem o um contra um para dentro, com a canhota, tem bom chute de fora da área”, explicou.
A escalação representou uma mudança importante em relação à estrutura que havia sido utilizada recentemente. O Inter chegou a repetir a formação contra o Corinthians na Copa do Brasil, com Alan Patrick, Bruno Henrique e outros nomes ganhando sequência em uma proposta mais compacta e voltada também para as transições.
Pezzolano já havia admitido que o Inter apresenta melhor rendimento quando consegue atuar com linhas próximas e explorar espaços. Contra adversários que obrigam o Colorado a assumir maior controle da posse em bloco alto, o treinador entende que outras características podem ser necessárias.
Na coletiva do Gre-Nal, ele chegou a afirmar que talvez precise modificar três, quatro ou até mais peças para adaptar a equipe a esse tipo de partida. O treinador ressaltou, porém, que alterações desse tamanho também podem aumentar a vulnerabilidade do Inter nas transições defensivas.
Quando voltou a ser questionado sobre as mudanças feitas para o clássico, Pezzolano não recuou. Pelo contrário, afirmou que poderia ter ido ainda mais longe nas escolhas.
“Ainda acho que deveria ter mudado mais. Quando você é treinador, tem que ter coragem para tomar decisões”, declarou.
O uruguaio também assumiu integralmente a responsabilidade pela estratégia. Segundo ele, as alterações foram feitas para buscar a vitória e não representaram uma tentativa de preservar jogadores ou uma punição aos nomes que ficaram inicialmente no banco.
“Se não ganhamos por isso, é culpa minha, 100%. Gosto de tomar decisões. Às vezes sai melhor, às vezes sai pior. As decisões foram sempre para procurar o melhor”, afirmou Pezzolano.
Alan Patrick entrou aos 19 minutos do segundo tempo, enquanto Sanabria também foi lançado naquele momento. O Inter passou a ocupar mais o campo ofensivo na etapa final, mas não conseguiu transformar a melhora em gol. O empate deixou a vaga completamente aberta para o segundo Gre-Nal, na Arena.









