InícioGrêmioBragantinoCopa do Brasil

Luís Castro diz que “ninguém tem paz” no Grêmio e aponta peso da proximidade do Z4

Treinador colocou o aspecto psicológico entre os fatores que dificultam a estabilidade da equipe

Continue lendo após o anúncio

Luís Castro relacionou o momento do Grêmio no Campeonato Brasileiro ao ambiente de pressão que cerca o clube e apontou a dimensão mental como um dos fatores mais importantes para explicar as dificuldades da equipe. O treinador fez a avaliação depois do empate em 0x0 com o Inter, no Beira-Rio, pelo primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil.

Questionado sobre por que o time consegue apresentar níveis diferentes de imposição e intensidade de uma partida para outra, Castro ampliou a análise para além das questões físicas e táticas. Segundo o português, a proximidade da zona de rebaixamento impede que o grupo trabalhe com a tranquilidade que considera necessária.

“Nós falamos muito da dimensão física, estratégica, tática e técnica e esquecemos aquela que é a mais importante das quatro dimensões do rendimento, que é a dimensão mental. A equipe está muito perto do Z4, a equipe não tem paz. Ninguém tem paz e a paz é fundamental para desenvolver um bom jogo”, afirmou Castro.

A declaração foi dada na mesma semana em que o ambiente gremista ficou ainda mais pressionado após a derrota para o Bragantino pelo Brasileirão. Representantes de torcidas organizadas participaram de uma reunião com lideranças do elenco, integrantes do futebol e o próprio treinador na Arena.

Castro havia evitado detalhar esse encontro quando foi questionado diretamente sobre a pressão durante a coletiva. O treinador resumiu que seu foco continua exclusivamente no treino e nos jogos. Pouco depois, porém, ao falar sobre a parte mental, reconheceu o impacto provocado pela situação esportiva.

Castro lamenta pontos perdidos pelo Grêmio

O português também voltou à derrota para o Bragantino e contou que reviu a partida posteriormente, já distante da emoção do pós-jogo. Na avaliação do treinador, o Grêmio poderia ter construído uma pontuação melhor no Brasileirão e, consequentemente, trabalhar atualmente em um cenário menos carregado.

“É uma pena não termos mais quatro ou cinco pontos. Acho que poderíamos desenvolver outro trabalho. Mas a vida é o que é. Não é o que nós achamos que deveria ser. A realidade é que estamos em uma zona muito perigosa e temos que dar todos o melhor de nós”, declarou.

A sequência imediata mantém a pressão elevada. Antes de voltar a enfrentar o Inter pela Copa do Brasil, o Grêmio recebe a Chapecoense pela Série A. Castro tratou os dois compromissos como finais e afirmou que o grupo precisa responder simultaneamente à necessidade de pontuar no campeonato e de buscar a vaga na semifinal do mata-mata nacional.

O empate no Beira-Rio deixou completamente aberta a eliminatória contra o Inter. Na visão do treinador, decidir na Arena representa uma vantagem apenas teórica. O Grêmio precisará vencer para avançar diretamente, enquanto uma nova igualdade levará a definição para os pênaltis.

Publicidade

Artigos relacionados

Continua depois da propaganda. Parcerias comerciais e publicidades, envie mensagem WhatsApp para 51 99999-8999