A negociação para renovar o contrato de Carlos Vinícius com o Grêmio ganhou versões conflitantes sobre um ponto decisivo: quanto o centroavante estaria pedindo para permanecer. Nesta quinta-feira, Guerrinha afirmou na GZH que o jogador busca R$ 2,5 milhões mensais e um novo vínculo de três anos. A informação, porém, é contestada por um setorista que acompanha diariamente os bastidores do clube.
Kaliel Dorneles informou que o Grêmio ainda não recebeu uma pedida salarial de Carlos Vinícius para a renovação. A manifestação impede que os R$ 2,5 milhões sejam tratados, neste momento, como uma exigência formal apresentada pelo atacante à atual direção. O cenário correto é de divergência entre as informações disponíveis publicamente.
A cifra começou a circular a partir de uma informação atribuída ao jornalista argentino Juan Pablo Méndez, do Olé. A versão repercutida no México sustenta que Carlos Vinícius pretende um contrato de três temporadas e um pacote mensal capaz de chegar a R$ 2,5 milhões quando consideradas parcelas fixas e bonificações. Méndez integra o quadro de autores do tradicional jornal esportivo argentino.
A repercussão brasileira apresentou ainda uma composição mais específica. Uma publicação informou salário na faixa de R$ 2,1 milhões, acrescido de cláusulas relacionadas a produtividade, jogos e títulos que poderiam elevar os vencimentos aos R$ 2,5 milhões. Portanto, além de existir contestação sobre a própria pedida, há diferença na forma como o valor vem sendo apresentado.
Grêmio ainda negocia renovação de Carlos Vinícius
O que não está em discussão é a situação contratual. Carlos Vinícius possui vínculo somente até dezembro de 2026 e já pode assinar pré-contrato com outra equipe. O Grêmio trabalha há meses para ampliar a permanência do artilheiro e chegou a demonstrar otimismo com um acordo por mais duas temporadas.
O Zona Mista mostrou recentemente que Carlos Vinícius recusou uma proposta milionária do América, do México, e manteve a permanência no Grêmio como prioridade. A investida mexicana previa vencimentos anuais de US$ 6 milhões, com possibilidade de chegar a US$ 7 milhões por meio de bonificações.
A recusa reforçou a expectativa de continuidade em Porto Alegre, mas não significou que a renovação estivesse assinada. O próprio jogador já confirmou publicamente que as partes conversam e afirmou estar feliz no clube, embora tenha evitado antecipar valores, duração ou um possível desfecho.
O atual contrato também não será prorrogado automaticamente. As condições previstas para uma extensão sem nova negociação não foram alcançadas, o que obrigou Grêmio e jogador a discutir outro vínculo. Desde julho, Carlos Vinícius está juridicamente livre para estabelecer um pré-acordo com qualquer equipe.
Valores precisam ser tratados como informação em disputa
A nova informação publicada por Guerrinha nesta quinta mantém o tema no centro das atenções. O colunista considera inviável um compromisso de R$ 2,5 milhões mensais durante três anos diante da política atual do Grêmio de reduzir a folha salarial. A avaliação de inviabilidade é do comentarista, e não uma posição oficial divulgada pelo clube.
Esse cuidado é importante porque a direção vem tentando diminuir custos herdados da temporada anterior. O clube reduziu significativamente o investimento em contratações na segunda janela e dirigentes já falaram publicamente sobre a necessidade de adequar os vencimentos do elenco à nova realidade financeira.
Por outro lado, Carlos Vinícius possui peso esportivo suficiente para tornar a negociação uma prioridade. O atacante soma 18 gols oficiais em 2026 e permanece como principal goleador do Grêmio na temporada. Desde a chegada a Porto Alegre, acumula 30 gols em 54 partidas.
O momento dentro de campo não é o melhor. O centroavante atravessa uma sequência sem marcar, mas continua como principal referência para a posição e deve iniciar o duelo de domingo contra o Red Bull Bragantino pelo Brasileirão. A definição sobre o futuro, entretanto, corre paralelamente ao calendário esportivo.
Até que exista confirmação do Grêmio, do jogador ou de seu representante sobre números formalmente apresentados, a cifra de R$ 2,5 milhões deve permanecer atribuída às fontes que a publicaram. A informação de que o clube ainda não recebeu uma pedida salarial precisa aparecer no mesmo contexto para que uma versão não seja transformada indevidamente em fato consumado.
O próximo avanço real poderá ocorrer quando as partes entrarem na etapa financeira definitiva da negociação. Uma proposta formal do Grêmio, uma contraproposta do estafe ou uma manifestação direta sobre valores permitirá estabelecer se a distância entre jogador e clube realmente é tão grande quanto sugerem as cifras atualmente em circulação.









