
Wallace rapidamente ganhou espaço no time do Grêmio, mas o início seguro do jovem zagueiro também tem a participação de um personagem que perdeu momentaneamente a titularidade. Depois da classificação às quartas de final da Copa do Brasil, o defensor revelou que Kannemann continua ajudando a equipe mesmo quando permanece no banco de reservas.
O argentino acompanhou a vitória de 1×0 sobre o Mirassol como alternativa e passou orientações aos companheiros durante a partida. Wallace contou que recebeu observações do experiente zagueiro e destacou a tranquilidade transmitida antes e durante o confronto decisivo realizado na Arena.
Segundo o camisa 82, Kannemann o incentiva a entrar em campo sem medo e confiar nas próprias características. O apoio ganhou importância porque Wallace chegou recentemente ao clube, vinha da Série B e assumiu uma posição ocupada durante anos por um dos principais ídolos da história recente gremista.
“A gente vê ele no banco de reservas nos ajudando a todo tempo. Ele tem passado total tranquilidade: ‘Entra lá, faz o que tu sabe fazer, fica tranquilo, porque tu é capaz’. Tem depositado essa confiança sobre mim”, relatou Wallace.
A manifestação representa um novo capítulo de uma relação iniciada nos primeiros dias do defensor em Porto Alegre. Na apresentação, Wallace já havia afirmado que desejava atuar ao lado de Kannemann para aprender detalhes da posição e aproveitar a experiência acumulada pelo argentino.
Naquele momento, Wallace destacou a recepção de Kannemann e Willian dentro do Grêmio. Agora, o jovem revelou como essa aproximação passou a funcionar durante uma partida oficial, inclusive enquanto os dois disputam espaço no mesmo setor.
Wallace promete repetir característica de Kannemann no Grêmio
Wallace foi titular nos dois jogos contra o Mirassol pelas oitavas de final. A primeira atuação oficial ocorreu no empate de 1×1, no interior de São Paulo, quando Kannemann cumpriu suspensão. O desempenho seguro manteve o jovem na equipe para a partida de volta na Arena.
A sequência colocou o defensor diretamente no lugar normalmente ocupado pelo argentino. Wallace reconheceu o tamanho da responsabilidade, mas afirmou que tenta absorver uma das características mais identificadas com a trajetória de Kannemann: a disposição para disputar cada lance no limite.
“Tenho que procurar carregar sempre aquilo que ele carrega e com que me identifiquei, que é a raça dentro de campo. Isso nunca vai faltar. Coragem dentro de campo nunca vai faltar”, prometeu.
Kannemann completou recentemente dez anos de Grêmio e permanece como uma das principais lideranças do vestiário. Mesmo fora da formação inicial contra o Mirassol, o argentino não se afastou da partida e procurou auxiliar os jogadores escolhidos por Luís Castro.
Wallace também ressaltou que o aprendizado não ocorre apenas com o companheiro de posição. Desde que chegou, ele afirma ter recebido apoio de todo o elenco e da comissão técnica. A confiança demonstrada pelo treinador teria sido construída nos treinamentos e começou a produzir respostas nos jogos decisivos.
“Todo o grupo está de parabéns. Desde quando cheguei, o grupo me recebeu muito bem e tem me abraçado. A comissão está unida conosco e o míster tem depositado essa confiança”, declarou o zagueiro.
O Grêmio investiu na contratação de Wallace após o destaque obtido pelo jogador no CRB. O clube pagou R$ 3 milhões por 50% dos direitos econômicos, enquanto a equipe alagoana conservou a outra metade. O defensor assinou contrato de cinco temporadas e chegou como uma aposta para o presente e o futuro da posição.
Antes das partidas oficiais, Wallace estreou em um amistoso apenas dois dias depois de desembarcar. O período de adaptação foi curto, mas as primeiras apresentações elevaram rapidamente a concorrência entre os zagueiros disponíveis.
A ascensão do jovem acontece em um momento de pressão. O Grêmio atravessa dificuldades no Brasileirão e precisava evitar outra eliminação depois da queda na Copa Sul-Americana. Mesmo com pouca experiência em jogos de Série A, Wallace demonstrou tranquilidade nas duas partidas contra o Mirassol.
O próprio jogador relacionou essa postura à fé e à confiança de que o período ruim do clube será passageiro. Wallace admitiu que também sente nervosismo antes das partidas, mas procura não transportar a tensão para as decisões tomadas durante o jogo.
“Desde quando vim para o Grêmio, nunca deixei de acreditar naquilo que o Grêmio poderia dar e naquilo que os atletas poderiam dar. O tempo ruim é momentâneo e os tempos bons vão vir”, afirmou.
A camisa colocada por dentro do calção também passou a chamar a atenção dos torcedores. Wallace explicou que o costume vem de casa. O avô jogava dessa maneira, e o defensor também viu o pai repetir o estilo. Por isso, decidiu preservar a tradição familiar em sua trajetória profissional.
Dentro de campo, o objetivo é igualmente simples. O zagueiro afirmou que procura facilitar as jogadas para os companheiros, evitar complicações desnecessárias e oferecer segurança ao setor defensivo. Essa característica contribuiu para a boa impressão causada nos primeiros compromissos.
A classificação diante do Mirassol confirmou o Grêmio nas quartas de final, mas também abriu uma disputa importante para os próximos jogos. Kannemann continua disponível e mantém o peso construído ao longo de uma década, enquanto Wallace aproveitou as oportunidades para apresentar suas credenciais.









