O pós-jogo da derrota do Grêmio por 3×0 para o Atlético-MG, domingo, fora de casa, pelo Brasileirão, ficou marcado pela forte entrevista do diretor executivo gremista Paulo Pelaipe. Ele repassou vários temas do clube, inclusive as dificuldades financeiras, lembrando, por exemplo, a falta de pagamento do Botafogo por algumas recentes negociações.
Nomes como Cuiabano e Nathan Fernandes foram comprados pelo Botafogo há algumas temporadas e as negociações ainda não foram quitadas, algo que gerou a forte crítica de Pelaipe nos microfones:
“Vendemos um deles (Viery), que estava na lista de dispensa quando eu cheguei. Estava disponível para ser doado ao Botafogo, porque vender ao Botafogo é doar. O Grêmio já doou o Nathan Fernandes e o Cuiabano. Até agora o Botafogo não pagou o Grêmio”, relembrou o dirigente.
+ Grêmio se reapresenta e informa duas lesões no elenco antes de pegar o Bragantino
Recentemente, o Grêmio topou abater parte da dívida do Botafogo ao fazer a contratação do atacante Matheus Nascimento, que seguia tendo vínculo com os cariocas. O valor abatido, segundo informações de Zero Hora, ficou na casa de R$ 5 milhões. Ainda assim, o clube do Rio de Janeiro ainda deve cerca de R$ 16 milhões com juros dos atrasos de parcelas.
Grêmio sofre com questão financeira
Não é de hoje que a diretoria do Grêmio reclama das dificuldades financeiras do clube e, desta vez, Pelaipe abriu o jogo com o torcedor inclusive sobre as recentes saídas de nomes experientes como Arthur e Willian:
“O Grêmio estava em uma situação muito difícil quando o presidente Odorico assumiu. Só em dezembro pagamos R$ 53 milhões de atrasos. Entre 13°, férias, premiação para os jogadores. O torcedor precisa saber disso. Eu sempre fui verdadeiro com o torcedor. Sou um dirigente vitorioso e onde estive sempre venci títulos graças ao trabalho de equipe. Ninguém faz nada sozinho. E está na hora de falar a verdade para a torcida. Por que Arthur e Willian saíram? Porque não tínhamos mais condições de pagar os salários fora da realidade do clube”, acrescentou.
+ Grêmio, Inter e mais: Galvão fala em “briga feia” e aponta quem luta para não cair









