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Pezzolano chama empate de “golpe mais duro” e aponta forma de salvar o Inter

Treinador ficou inconformado com o gol sofrido no fim diante do Remo e admitiu enorme dívida dentro do Beira-Rio

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Paulo Pezzolano não escondeu o tamanho da frustração depois do empate em 1×1 do Inter com o Remo, nesta segunda-feira, no Beira-Rio. O Colorado esteve vencendo até os últimos instantes, mas sofreu o gol de Vitor Bueno em cobrança de falta e deixou escapar dois pontos importantes na luta contra a parte inferior da tabela. Para o treinador uruguaio, nenhum outro resultado do Brasileirão havia provocado impacto semelhante até agora.

A avaliação foi feita logo na primeira resposta da coletiva. Pezzolano destacou que, em sua visão, o Remo praticamente não criou oportunidades durante a partida e que o Inter teve o confronto sob controle durante a maior parte do tempo. Por isso, a maneira como o empate aconteceu aumentou ainda mais a sensação de desperdício.

“Foi inacreditável a maneira como aconteceu o empate. Eles praticamente não tiveram oportunidade de gol e nós controlamos o jogo. Foi um golpe duro para nós, sem dúvida. O golpe mais duro que recebemos no campeonato. Não tenho medo de dizer isso”, disse.

O discurso representa uma mudança no tom adotado pelo treinador nos últimos compromissos. Depois dos jogos contra Flamengo, Corinthians e Palmeiras, Pezzolano vinha destacando principalmente o crescimento da equipe e a capacidade de competir contra adversários considerados mais fortes. Antes do Remo, chegou a pedir que o Inter mantivesse a “faca nos dentes” para buscar a vitória no Beira-Rio.

Desta vez, o resultado colocou novamente o problema dos jogos em casa no centro da discussão. O Inter já vinha sendo cobrado pela dificuldade de transformar o Beira-Rio em uma vantagem real no Brasileirão. Questionado sobre isso, Pezzolano foi direto e utilizou uma expressão ainda mais forte ao falar da luta para permanecer na Série A.

Pezzolano aponta onde está a “salvação” do Inter

O treinador admitiu que o desempenho como mandante virou uma dívida do elenco. Mais do que isso, relacionou diretamente uma possível reação no campeonato à necessidade de começar a vencer dentro de Porto Alegre.

“Hoje temos uma dívida muito grande em casa. É difícil entender como escapou o jogo de hoje e outros que merecíamos ganhar. Mas é uma realidade. A nossa salvação para ficar na primeira divisão está em casa, não está fora. Temos que ganhar em casa”.

A declaração ganha peso porque o calendário oferece uma resposta imediata. O próximo compromisso também será no Beira-Rio, diante do Atlético-MG, sábado, às 18h30. Ou seja, o Inter terá nova oportunidade de fazer exatamente aquilo que Pezzolano identifica como fundamental para mudar a campanha.

O discurso também está alinhado com uma preocupação que já havia aparecido dentro do próprio clube. Alessandro Barcellos havia afirmado anteriormente que o Brasileirão precisava ser tratado como prioridade, mesmo com a proximidade dos Gre-Nais eliminatórios pela Copa do Brasil.

Pezzolano reforçou essa visão. Perguntado se o campeonato nacional deveria receber atenção maior do que o mata-mata, o uruguaio não fugiu da resposta. Para ele, a situação na tabela torna o Brasileirão a competição mais importante neste momento, embora o tamanho do Inter obrigue a equipe a disputar também a Copa do Brasil com força máxima.

“Sem dúvida, o mais importante é o Brasileirão. Mas estamos em um clube gigante, que precisa dar importância a tudo. Vamos dar 100% para o próximo jogo e depois pensar jogo a jogo. Mas, sem dúvida, hoje o mais importante é o Brasileiro”.

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