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Números de Villagra ganham força no Inter e recorte chama atenção no meio-campo

Volante vem sendo bastante utilizado no atual momento do time

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O Inter chegou à pausa no calendário com muitas dúvidas coletivas, mas uma certeza ganhou força no meio-campo: Rodrigo Villagra se tornou uma das peças mais importantes da equipe. Contratado no início da temporada, o volante argentino precisou de tempo para ganhar sequência, mas assumiu protagonismo em um setor que vinha sendo alvo de cobrança desde o começo do ano.

Os números ajudam a explicar o peso do camisa 5. Villagra disputou 20 partidas oficiais pelo Inter em 2026, com 12 vitórias, 4 empates e 4 derrotas. O recorte representa 66,67% de aproveitamento, índice expressivo dentro de uma temporada colorada marcada por oscilações, pressão no Brasileirão e necessidade de respostas após resultados ruins.

Villagra soma 1.364 minutos em campo, com 15 jogos como titular e 5 entradas durante as partidas. O volante ainda não marcou gols nem deu assistências pelo Inter, mas sua influência aparece em outro tipo de leitura. Ele dá sustentação, melhora a recuperação da bola e ajuda o time a ter mais equilíbrio entre defesa e criação.

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A base estatística reforça justamente essa característica. Em abril, a Itatiaia publicou números do Sofascore indicando que Villagra liderava o Inter em bolas recuperadas desde que virou titular, com 41 recuperações em sete jogos. No mesmo recorte, o argentino também tinha 14 desarmes, 5 interceptações, 88% de acerto nos passes e 59% de eficiência nos duelos.

Villagra muda o funcionamento do Inter

O impacto de Villagra não pode ser medido apenas por gols e assistências. A função do volante exige leitura de espaço, combate, passe seguro e capacidade de proteger a defesa. Nesse ponto, o argentino passou a entregar regularidade em um elenco que alternou bons momentos com quedas preocupantes no Brasileirão.

A divisão por competições também mostra o tamanho da participação. Pelo SofaScore, Villagra tem 13 jogos no Brasileirão, com 5 vitórias, 4 empates e 4 derrotas. Na Copa do Brasil, são 2 partidas e 2 vitórias. No Campeonato Gaúcho, o recorte mostra 5 jogos e 5 vitórias, ainda que com minutagem menor em parte das atuações.

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O detalhe importante está na sequência. Villagra foi usado por poucos minutos no Gre-Nal de 25 de janeiro, vencido pelo Inter por 4×2, e também entrou no começo da campanha nacional. Depois, ganhou espaço de vez e passou a ser uma peça frequente na equipe. Essa evolução ajuda a explicar por que o nome do argentino cresceu internamente mesmo sem números ofensivos.

A contratação também tem peso financeiro. Villagra chegou por empréstimo junto ao CSKA Moscou, da Rússia. O acordo prevê obrigação de compra caso o volante atue em 60% dos jogos da temporada. O valor citado foi de cerca de US$ 4,6 milhões, aproximadamente R$ 23 milhões na cotação usada na época da negociação.

Esse contexto torna o segundo semestre ainda mais relevante. Se seguir com presença constante, Villagra tende a aproximar o Inter do gatilho contratual. Ao mesmo tempo, o desempenho em campo cria argumento esportivo para justificar uma permanência definitiva, desde que o clube entenda a compra como viável dentro do planejamento financeiro.

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Para Paulo Pezzolano, a atual pausa pode servir para ajustar o entorno do argentino. Com mais treinos, o Inter pode tentar potencializar a saída de bola, aproximar os meias e reduzir a exposição defensiva. Se isso acontecer, Villagra tende a ser ainda mais útil, justamente pela capacidade de recuperar, distribuir e dar continuidade às jogadas.

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