A saída de Leonel Pérez para o Racing ganhou um novo componente financeiro nesta terça-feira. O Grêmio ainda possui uma dívida com o clube argentino pela contratação de Juan Nardoni e poderá reduzir esse compromisso caso o Racing decida comprar Pérez ao final do período de empréstimo.
O volante foi cedido por um ano, com opção de compra estabelecida em US$ 3,5 milhões. Conforme apuração publicada pelo ge nesta madrugada, o Grêmio já começou a pagar a transferência de Nardoni, mas ainda não quitou toda a operação. Se a opção sobre Pérez for exercida, parte do valor será utilizada para abater novamente o saldo pendente.
A relação financeira entre os negócios ajuda a explicar por que a proposta do Racing foi considerada atraente mesmo apenas seis meses depois da contratação de Pérez. O argentino havia chegado do Huracán no início da temporada e tinha contrato longo em Porto Alegre.
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O Zona Mista mostrou que a dívida do Grêmio com o Racing havia entrado na mesa durante as conversas por Pérez. Naquele momento, porém, não estava detalhado de que maneira o compromisso por Nardoni poderia ser atingido por uma futura compra do volante.
Compra de Pérez poderá reduzir dívida de Nardoni
Nardoni também chegou ao Grêmio no começo de 2026. O meio-campista foi adquirido justamente do Racing em uma operação de US$ 8 milhões, segundo informações do ge. O clube gaúcho iniciou os pagamentos, mas mantém parcelas ou valores pendentes da transferência.
É aí que os dois negócios passam a se encontrar. Se Pérez voltar ao Grêmio depois do empréstimo, a operação se encerra sem a compra definitiva prevista no acordo. Se o Racing optar por permanecer com ele mediante o pagamento dos US$ 3,5 milhões estabelecidos, o clube argentino poderá descontar parte dessa quantia do que ainda tem a receber por Nardoni.
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Isso significa que a eventual venda de Pérez não deve ser analisada simplesmente como uma entrada integral de US$ 3,5 milhões no caixa gremista. A existência do débito anterior cria uma compensação financeira entre as duas operações.
Grêmio havia investido quase US$ 3 milhões por metade de Pérez
Pérez foi contratado junto ao Huracán por US$ 2.833.750 por 50% dos direitos econômicos. O negócio original ainda previa mecanismos ligados aos outros 50% da participação do clube argentino.
O acordo divulgado na Argentina estabeleceu bônus por utilização e opções adicionais para o Grêmio ampliar sua fatia dos direitos econômicos durante o contrato. Por isso, uma eventual venda definitiva ao Racing também precisa ser observada considerando a estrutura negociada anteriormente com o Huracán.
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A decisão também teve componente esportivo. Pérez disputou 19 partidas pelo Grêmio, sendo 13 como titular, mas perdeu espaço depois da Copa do Mundo. Erick Noriega assumiu protagonismo na função mais recuada do meio-campo, enquanto Villasanti, Nardoni e outros jogadores passaram a formar as principais alternativas de Luís Castro.
Para contratar Pérez no começo do ano, o Grêmio havia realizado uma aposta de longo prazo. Seis meses depois, o cenário mudou: o Racing perdeu Santiago Sosa, negociado com o Vasco, procurou uma reposição e encontrou no volante gremista uma possibilidade.
Do ponto de vista do Grêmio, a proposta reuniu dois interesses. O clube abriu espaço em um setor no qual Pérez vinha sendo menos utilizado e criou a possibilidade de reduzir uma obrigação financeira decorrente da contratação de um jogador que, ao contrário dele, ganhou espaço como titular: Juan Nardoni.
A definição mais importante ficará para o término do empréstimo. Se o Racing exercer a opção, a movimentação não representará apenas a saída definitiva de Pérez. Ela também mexerá diretamente nas contas de outra grande contratação feita pelo Grêmio em 2026.









